O ano de 2024 tem tudo para ser ainda mais quente do que 2023 (que quebrou o recorde de calor da história do planeta). A projeção é da Organização Meteorológica Mundial (OMM), braço da Organização das Nações Unidas (ONU), que voltou a alertar para os impactos do aquecimento global.

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Temperaturas continuarão altas em 2024

  • De acordo com as projeções, o El Niño deve continuar provocando um aumento das temperaturas em 2024.
  • Isso deve acontecer, pelo menos, até abril, quando o fenômeno climático começa a perder intensidade.
  • A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) prevê, por sua vez, que há cerca de 33% de chance de que 2024 seja mais quente que 2023, e 99% de que fique entre os cinco mais quentes já registrados.
  • Por isso, as autoridades reforçam os apelos para que haja uma redução das emissões de gases de efeito estufa para combater as mudanças climáticas.
  • As informações são da Folha de São Paulo.
Calor extremo (Imagem: Bigc Studio/Shutterstock)

Aquecimento global

O relatório anual da OMM, que leva em conta várias bases de dados reconhecidas, confirmou que 2023 foi, “de longe”, o ano mais quente entre os registrados. Segundo a organização, a temperatura média anual em 2023 foi 1,45°C acima dos níveis da era pré-industrial (1850-1900).

Onúmero é um pouco menor que a estimativa do observatório europeu do clima Copernicus. Em seu balanço divulgado na terça-feira (9), o órgão informou que o ano passado teve um aumento de 1,48°C em relação aos níveis pré-industriais.

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Acordo de Paris estabeleceu como meta limitar o aquecimento global a 1,5°C. Em comunicado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que as ações da humanidade estão queimando a Terra.

2023 foi apenas uma prévia do futuro catastrófico que nos aguarda se não agirmos agora. Devemos responder aos recordes de aumento de temperatura com ações inovadoras. Ainda podemos evitar o pior da catástrofe climática. Mas somente se agirmos agora com a ambição necessária para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C e promover a justiça climática.

António Guterres, secretário-geral da ONU

De acordo com a Noaa, a temperatura global na superfície em 2023 foi 1,18°C superior à média do século 20. Também ficou 0,15°C acima do registrado em 2016, que levava o título de ano mais quente já registrado. A temperatura subiu especialmente no Ártico, no norte da América do Norte, na Ásia Central, no Atlântico Norte e no leste do Pacífico tropical, indicou o relatório.