A Austrália anunciou nesta quarta-feira (17) que criará um órgão consultivo para mitigar os riscos da inteligência artificial (IA) no país, tornando-se mais um a aumentar a supervisão da tecnologia. De acordo com a Reuters, o governo australiano irá trabalhar com órgãos da indústria para introduzir uma série de diretrizes, incluindo incentivo às empresas para colocar marcas d’água em conteúdos gerado por IA. 

O que você precisa saber: 

  • Segundo o ministro da Ciência e Indústria, Ed Husic, a medida vem devido à IA conseguir impulsionar a economia, mas a sua utilização nos negócios ainda ser irregular; 
  • Para ele, a tecnologia também não é 100% confiável; 
  • As diretrizes iniciais do novo órgão serão voluntárias, em contraste com outras jurisdições — como na UE, onde as regras são obrigatórias; 
  • A novidade chega como uma forma da Austrália avançar no mercado da IA, já que o país ficou para trás no que diz respeito à regulamentação da IA. 

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Há também um problema de confiança em torno da tecnologia em si e essa baixa confiança está tornando-se um freio de mão contra a aceitação da tecnologia, e isso é algo que temos de enfrentar. 

Ed Husic, ministro da Ciência e Indústria da Austrália. 

Vale lembrar que, em 2023, a Austrália abriu uma consulta pública sobre a IA e recebeu mais de 500 comentários sobre riscos e benefícios da tecnologia. Em sua resposta provisória, o governo disse que o objetivo agora seria distinguir o que chamou de usos de IA de “baixo e alto risco” — a criação do novo órgão consultivo pode, inclusive, já ser resultado da análise dos comentários. 

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A Austrália deve publicar uma resposta oficial à consulta pública ainda este ano. 

Outros países de olho nos riscos da IA

Pioneira no desenvolvimento da regulamentação da IA, o Reino Unido também anunciou, no ano passado, a criação de um instituto de segurança focado nos riscos da tecnologia — o primeiro do mundo. 

Colado na Europa para não perder espaço na corrida da lei da IA, os EUA também divulgaram o lançamento de um grupo de trabalho público para lidar com os mesmos riscos.