A teia de aranha é um dos materiais mais resistentes do mundo. No entanto, é difícil não se surpreender com o que pode ser feito com suas fibras. Aparentemente, ela serve até mesmo para reforçar a carroceria de um carro. Ao menos é o que nos mostra uma reportagem do site New Atlas.

O que você vai ler:

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  • A teia de aranha é sintética, gerada a partir de proteínas encontradas em uma teia orgânica;
  • Outros produtos já foram reforçados pelo mesmo material;
  • O carro deve custar mais de 16 milhões e demorar até cinco anos para ficar pronto;
  • Apenas 100 unidades do veículo serão fabricadas;

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Explicando melhor, ela será feita de maneira sintética, mas ainda assim, vai partir das propriedades presentes na fibra da teia de aranha. O modelo de carro que receberá esse revestimento é o Velozzi Hypercar.

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O carro está sendo desenvolvido por dois especialistas: Roberto Velozzi e Dr. Randy Lewis. O primeiro é um designer e inventor que já trabalhou em equipes de automobilismo e até Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. O segundo é professor de biologia na Universidade Estadual de Utah, onde estuda proteínas da seda das aranhas.

Como anda o desenvolvimento e quais são os passos necessários

O primeiro passo para realização do projeto, alcançado pela equipe do Dr. Lewis, foi identificar as proteínas presentes em todos os cinco tipos de teia que as aranhas produzem. Então, a equipe foi capaz de criar sinteticamente genes que produzem abundantemente essas proteínas quando colocados em plantas de alfafa geneticamente modificadas.

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Posteriormente, uma empresa de biotecnologia, a Spidey Tek, da qual Velozzi é o CEO, entrou na jogada. A companhia fez a extração das proteínas nas folhas das plantas colhidas por meio de uma técnica não poluente e ecologicamente correta.

Após processo de purificação, tais proteínas são transformadas em fibras. Dessa forma, estão prontas para serem usadas em diversos produtos, com a capacidade de melhorar a resistência e a força deles, mas sem alteração severa no peso.

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Outros produtos à base da proteína da teia de aranha, como colas e dispositivos médicos, já estão sendo produzidos pela empresa. Seu uso no Velozzi Hypercar ocorre com as fibras sendo misturadas à fibra de carbono utilizada na carroceria do veículo.

Conforme revelado pelo próprio Roberto Velozzi, apenas 100 unidades do Velozzi Hypercar serão fabricadas. As primeiras serão entregues aos donos dentro de 4 ou 5 anos. O modelo deve custar em torno de 3 milhões de dólares (16 milhões de reais).