O Brasil está avançando na criação de um centro de segurança internacional em Manaus, que reunirá nações amazônicas para fortalecer a vigilância na floresta tropical, compartilhando informações e perseguindo criminosos.

Um edifício foi alugado e equipamentos estão sendo adquiridos para o centro, que contará com representantes policiais dos outros sete países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

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O objetivo do centro será combater o tráfico de drogas, contrabando de madeira, pesca ilegal e tráfico de animais exóticos, bem como crimes ambientais, como desmatamento, declarou Humberto Freire, chefe do Departamento de Meio Ambiente e Amazônia da Polícia Federal, em uma entrevista à Reuters na sexta-feira. A mineração ilegal de ouro em reservas protegidas de povos indígenas, como os Yanomami, também será uma prioridade, acrescentou.

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O Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), agora programado para começar a operar no primeiro trimestre deste ano, será financiado com R$ 9 milhões do Fundo Amazônia, um esforço de doações multinacionais iniciado pela Noruega para ajudar no financiamento do desenvolvimento sustentável na Amazônia.

“DNA do ouro”

  • O Brasil compartilhará com seus vizinhos amazônicos a tecnologia que a Polícia Federal está desenvolvendo para rastrear a origem do ouro extraído ilegalmente por garimpeiros na floresta, afirmou Freire.
  • Essa tecnologia, que visa estabelecer o “DNA do ouro”, utiliza radioisótopos para determinar a procedência do ouro, verificando partículas do metal, minério ou solo em comparação com amostras coletadas em áreas de mineração de ouro em todo o Brasil, em um processo de mapeamento abrangente que está quase concluído, disse ele.
  • Os membros da OTCA serão solicitados a realizar o mesmo mapeamento de amostras em seus países, acrescentou Freire.
  • A polícia desenvolveu a tecnologia em parceria com a Universidade de São Paulo.
  • Ela conta com 50 milhões de reais do Fundo Amazônia para implementar um programa que exigirá um aparelho que faça varredura de radioisótopo, possivelmente do Japão.
  • Além disso, serão necessários dispositivos portáteis de identificação por radioisótopos a serem utilizados em portos e aeroportos, declarou ele.