Com a IA, será mais difícil identificar e-mails de golpistas, alertam autoridades

Golpes de phishing, engenharia social e ataques ransomware devem aumentar com o uso malicioso da inteligência artificial
William Schendes
William Schendes, editado por Lucas Soares 24/01/2024 11:34, atualizada em 25/01/2024 20:55

O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) emitiu um alerta sobre e-mails escritos por inteligência artificial (IA) promovendo golpes e fraudes, como reportou o The Guardian.

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De acordo com a agência de segurança, será cada vez mais difícil diferenciar e-mails legítimos de comunicações feitas por agentes mal-intencionados com o uso de IA.

  • Dessa forma, o relatório sugere que a ameaça global de ransomware deve aumentar nos próximos anos.
  • Ataques cibernéticos, golpes de mensagens falsas e engenharia social se tornarão mais difíceis de serem identificados.
  • Isso porque a IA permite que autores de ameaças menos qualificados realizem operações cibercriminosas de maneira mais eficaz, acessando sistemas e extraindo dados das vítimas.

Até 2025, a IA generativa e os grandes modelos de linguagem tornarão difícil para todos, independentemente do seu nível de conhecimento de segurança cibernética, avaliar se uma solicitação de redefinição de e-mail ou senha é genuína, ou identificar tentativas de phishing, spoofing ou engenharia social.

Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC).

O NCSC lembra que os cibercriminosos já estão usando ferramentas de IA generativa para criar golpes de phishing e engenharia social, com mensagens e e-mails sem erros de tradução ou de ortografia. Erros desse tipo são um dos principais indicativos de fraudes e, para evitá-los, os cibercriminosos estão utilizando chatbots.

O relatório também destaca sobre agentes mal-intencionados que trabalham em IAs desenvolvidas exclusivamente para atividades criminosas, chamadas de GenAI. Esse tipo de IA utiliza códigos capazes de evitar medidas de segurança.

Por outro lado, a agência ressalta que a IA tem o potencial de servir como uma ferramenta defensiva, capaz de detectar ataques e desenvolver sistemas mais seguros.

Em novembro, durante a Cúpula de Segurança de Inteligência Artificial, o Reino Unido se comprometeu com o esforço global para gerir os riscos de IA de fronteira, garantindo o desenvolvimento seguro e responsável da tecnologia.

À medida que o NCSC faz tudo o que pode para garantir que os sistemas de IA sejam seguros desde a concepção, instamos as organizações e os indivíduos a seguirem os nossos conselhos sobre ransomware e higiene de segurança cibernética para fortalecer as suas defesas e aumentar a sua resiliência aos ataques cibernéticos.

Lindy Cameron, CEO do NCSC.
William Schendes
William Schendes

Jornalista em formação pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Mesmo com alguns assuntos negativos, gosta ficar atualizado e noticiar sobre diferentes temas da tecnologia.

Lucas Soares
Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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