A Ericsson, uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo, acaba de assinar dois acordos de financiamento com o Banco Europeu de Investimentos. Ao todo, a empresa sueca vai receber 420 milhões de euros (algo em torno de R$ 2,2 bilhões).

Em comunicado à imprensa na última sexta-feira (26), a fabricante informou que os empréstimos têm o objetivo de financiar investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento relacionados às tecnologias sem fio (5G, 6G e além!), além de reforçar seu balanço financeiro.

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A Ericsson destaca que os esforços em prol do wireless têm papel importante nos planos sustentáveis da companhia. E isso inclui a ambiciosa meta de zerar emissões de carbono até 2040.

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“A tecnologia sem fio desempenhará um papel fundamental na transição para uma economia de baixo carbono. A assinatura dos acordos de financiamento com o Banco Europeu de Investimento proporciona à Ericsson maior flexibilidade para impulsionar a investigação e o desenvolvimento críticos para tornar os nossos próprios produtos mais competitivos e energeticamente eficientes”, disse Carl Mellander, CFO da Ericsson.

Prejuízo em 2023

Quando a empresa cita um reforço do balanço financeiro, é preciso fazer uma contextualização.

  • Apesar de ser uma das maiores do setor, a Ericsson sofreu com o mercado no ano passado, quando houve uma desaceleração nos investimentos em rede.
  • Diante disso, a fabricante sueca fechou o ano com um prejuízo líquido de US$ 2,5 bilhões.
  • Ela até registrou um lucro de US$ 330 milhões no último trimestre, mas isso não foi comemorado, uma vez que a cifra representou uma queda de 45% na comparação com o mesmo período de 2022.

Em comunicado, o CEO da Ericsson, Börje Ekholm, alertou que “a indústria de redes móveis continua desafiadora” e que as “atuais incertezas do mercado” devem prevalecer em 2024.

A expectativa do executivo é de um “declínio adicional do mercado de RAN [Redes de Acesso via Rádio] fora da China, uma vez que nossos clientes permanecem cautelosos”.

Apesar do alerta, o CEO da Ericsson ressaltou que, como o 5G ainda está em fase inicial de implantação em várias partes do mundo, investimentos adicionais em rede ainda são necessários.

Segundo ele, porém, isso depende dos clientes e não da companhia em si.

Grande acordo nos EUA

Para não dizer que o noticiário da Ericsson foi todo negativo nas últimas semanas, a companhia sueca fechou um grande acordo no fim de 2023. Daqueles que podem fazer com que a empresa feche no azul em 2024.

A fabricante venceu uma disputa com a concorrente Nokia e ganhou um contrato de US$ 14 bilhões para modernizar a rede sem fio da AT&T, a terceira maior operadora de telefonia móvel dos Estados Unidos.

Esse acordo será um pouco diferente dos convencionais, uma vez que a empresa concordou em construir uma rede aberta. Ou seja, a AT&T poderá escolher qual companhia vai fornecer antenas daqui para frente, em vez de se prender a um único fornecedor.

Em comunicado, a Ericsson disse que o contrato marca uma “mudança estratégica em toda a indústria”.

O interesse ocidental nesse chamado OpenRAN cresceu depois que os governos tomaram medidas para proibir a infraestrutura da gigante chinesa Huawei e procuraram promover um ecossistema de tecnologia móvel mais competitivo.

As informações são do Wireless News.