O Google demitiu mais de 12 mil funcionários em 2023. Somando indenizações e outras despesas, a big tech gastou bilhões de dólares. A Alphabet, controladora do Google, revelou mais detalhes junto com os resultados fiscais da empresa do quarto trimestre de 2023, divulgados nesta terça-feira (30).

Gastos do Google com demissões

  • Só no último ano, o Google gastou US$ 2,1 bilhões para demitir mais de 12 mil funcionários, cerca de R$ 10,4 bilhões em conversão direta
  • Além das demissões, o fechamento de escritórios físicos custou mais US$ 1,8 bilhão durante o último ano.
  • Mais cortes devem ocorrer em 2024 para compensar os altos investimentos em IA.
  • Apesar dos cortes, o gigante de buscas encerrou 2023 com crescimento em quase todos os seus negócios.
  • O primeiro mês de 2024 seguiu a mesma tendência. A empresa gastou mais de US$ 700 milhões como parte da demissão de mais de mil funcionários.

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Sundar Pichai, CEO do Google, espera que 2024 fique marcado como o início da “era do Gemini”, uma referência ao modelo de linguagem de IA da empresa que deve funcionar nos principais produtos do Google.

O sucessor Gemini Ultra, uma atualização do modelo original, também já está em andamento, acrescentou o executivo: “O Gemini Ultra chegará em breve. A equipe já está trabalhando na próxima versão e trazendo-a para nossos produtos, começando pela Pesquisa (buscas)”.

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O principal gerador de receita do Google, seu negócio de buscas, gerou US$ 48 bilhões no quarto trimestre de 2023, um salto de quase 13% ano após ano. Os negócios de anúncios digitais e computação em nuvem do gigante das buscas também mostraram crescimento.

Para ter uma ideia, o Google é atualmente o terceiro maior provedor de nuvem do mundo, atrás apenas do Azure (Microsoft) e AWS (Amazon). A divisão de nuvem (Google Cloud) também ganhou força no fim do ano passado, com receita de US$ 9,19 bilhões, um aumento considerável de 25,6% ano após ano.