O Google fechou o seu maior acordo por energia eólica offshore (Power Purchase Agreements ou PPA) após comprar da Crosswind & Ecowende Consortia, joint ventures entre a Shell e a concessionária holandesa Eneco, 478 megawatts (MW) de dois novos parques eólicos. Segundo a Reuters, negócio faz parte dos esforços da big tech para tornar seu fornecimento de energia mais ecológico e atingir suas metas climáticas. 

O que você precisa saber: 

  • O novo PPA eólico offshore é o maior do Google até o momento; 
  • A big tech também anunciou um Contrato de Aquisição de Energia (CAE) renovável de menor dimensão para a Itália, Polônia e Bélgica, mas não divulgou nenhum detalhe financeiro dos negócios; 
  • A empresa está tentando igualar cada hora de eletricidade utilizada com uma hora de produção de energia limpa, algo que os defensores do método dizem refletir melhor o uso real de energia pelas empresas. 

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Nossa ambição de operar com energia livre de carbono 24 horas por dia até 2030 exige soluções de energia limpa em todas as redes onde operamos. 

Matt Brittin, presidente do Google sobre a região EMEA (Europa, Oriente Médio e África). 

Energia limpa deve crescer significativamente nos próximos dois anos 

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Segundo relatório conduzido pela Administração de Informação sobre Energia dos EUA (EIA), o crescimento da produção de energia limpa nos próximos dois anos nos Estados Unidos será liderado pela solar e pela eólica. 

Os projetos de geração de energia solar de 2024 devem aumentar a produção em 75% até 2025, passando de 163 bilhões de quilowatts-hora (kWh) em 2023 para 286 bilhões de kWh. 

Já para a energia eólica, espera-se um crescimento de 11%, de 430 bilhões de kWh em 2023 para 476 bilhões de kWh em 2025. No ano de 2024, a previsão é que ela se mantenha estável em 156 GW.