A combinação de radiação solar, partículas carregadas e moléculas presentes na atmosfera é perfeita para criar um verdadeiro show de luzes no céu. Talvez o fenômeno mais famoso resultante dessa combinação sejam as auroras boreais e austrais, mas existem outros, como airglow. 

Do solo é possível observar esse fenômeno mais sutilmente, mas é do espaço que as coisas ficam ainda mais impressionantes. Apesar de não podermos facilmente ir à órbita da Terra para ver esse show de luzes pessoalmente, os astronautas da Estação Espacial Internacional podem dar um gostinho de como é o airglow cara a cara.

Em uma imagem feita pelo astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA), Andreas Mogensen, é possível observar um arco duplo e brilhante na atmosfera da Terra. É esse o airglow. A captura aconteceu no dia 21 de janeiro, enquanto a ISS estava a cerca de 415 quilômetros acima do Oceano Pacifico, a nordeste de Papua-Nova Guiné.

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Como o airglow se forma

As luzes na atmosfera que caracterizam o airglow se dão pela interação entre a luz solar e as moléculas ou átomos presentes. Ao longo do dia as moléculas são energizadas pela luz solar, o que acaba resultando na separação ou excitação dos elétrons e seus átomos. Essa energia se perde em forma de luz nas horas seguintes devido a colisões com outras moléculas, tendo cada uma delas, uma emissão de cor diferente.

  • O brilho amarelo é resultado das moléculas de sódio presente na atmosfera;
  • Já o verde é devido ao oxigênio molecular;
  • Por fim, o vermelho é causado pelo oxigênio atômico, e em menor grau pela hidroxila, que está localizada ainda mais alto na atmosfera.

Enquanto essas moléculas continuarem presentes na alta atmosfera, o airglow continuará existindo. Assim, quem sabe no futuro, quando as viagens à órbita espacial se tornarem acessíveis, possamos ver esse fenômeno pessoalmente. Até lá, o que nos resta é ver o espaço de cima a partir das lentes dos astronautas.