Na noite desta quinta-feira (1º), o Observatório Espacial Heller & Jung, localizado no município de Taquara (RS), flagrou diversos pontos de luz em movimento no céu – o que foi testemunhado por moradores da região, alguns dos quais levantaram a possibilidade de manifestação alienígena.

Obtido às 22h59 (horário de Brasília), o registro mostra pelo menos 12 pontos de luz na sequência da decolagem de uma aeronave do Aeroporto Internacional Salgado Filho, na capital Porto Alegre. 

No entanto, não existe nada de sobrenatural nas imagens. De acordo com o professor Carlos Fernando Jung, responsável pela instituição, o que tem mexido com a imaginação dos gaúchos são satélites visíveis a olho nu. “Este fenômeno está sendo confundido com Ovnis, como aconteceu em 2022 e em 2023”, disse ele, usando a sigla para Objetos Voadores Não Identificados.

No Instagram, Jung publicou duas fotos e um vídeo que mostram claramente as aparições. “O vídeo teve a velocidade aumentada para melhor visualização dos deslocamentos. São vários satélites. Cada número ali é um satélite”, explicou o professor ao Olhar Digital

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A postagem é acompanhada de comentários como “Tenho avistado praticamente todos os dias à noite sentido zona sul de Porto Alegre. Lindo demais!” e “Aqui em casa somos fanáticos pela noite, ficamos até tarde sempre olhando o céu. E já percebemos que não estamos sozinhos na Terra. É um espetáculo atrás do outro”.

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Avistamento de luzes desse tipo são mais frequentes no verão 

Esse fenômeno pode ser observado ao longo de todo o ano, mas na época do verão no hemisfério sul (quando essa parte do globo recebe mais radiação solar), os avistamentos das luzes tornam-se mais frequentes. “Isso também se deve ao número progressivo e significativo de novos satélites Starlink colocados em orbita. A tendência é aumentar mais ainda o número de avistamentos”, disse Jung.

Segundo ele, como os satélites se deslocam de várias posições, e a iluminação não é sempre linear, eles podem aparecer e desaparecer, o que pode fazer com que os observadores pensem que são objetos não identificados.

O especialista ressalta que satélites não têm luz própria, o que significa que o brilho enxergado trata-se do reflexo do Sol nas estruturas metálicas.