Máscara de 1.700 anos recuperada de antiga pirâmide maia

Arqueólogos descobriram o artefato no túmulo de um rei maia; máscara lembra a usada pelo ator Jim Carrey no filme de 1994
Gabriel Sérvio
Gabriel Sérvio 04/02/2024 11:26, atualizada em 05/02/2024 20:56

Arqueólogos descobriram uma antiga máscara de jade no túmulo de um rei que governou em Chochkitam, um governo maia menos conhecido na Guatemala, perto das fronteiras do México e Belize.

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O túmulo, que remonta há 1.700 anos, continha ainda uma variedade de oferendas, incluindo ossos humanos com palavras gravadas.

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O que foi descoberto

  • A máscara lembra a usada pelo ator Jim Carrey no filme de 1994, O Máskara.
  • Entre os hieróglifos gravados nos ossos está o nome “Itzam Kokaj Bahlam”, que poderia ser o nome do tal rei desconhecido que pode ter governado Chochkitam por volta de 350 dC (Depois de Cristo).
  • Curiosamente, um dos ossos inclui a representação de uma figura, potencialmente o rei, segurando a cabeça de uma divindade parecida com a máscara encontrada.
  • A tumba também continha conchas de um gênero raro de ostras-espinhosas usadas como joias e moeda pela antiga elite maia ou em cerimônias religiosas.
Personagem pode estar segurando uma máscara semelhante à encontrada na tumba. Imagem: Reprodução/Universidade de Tulane

“Isso abre uma janela para uma época obscura sobre a qual temos poucos textos”, disse Francisco Estrada-Belli, o arqueólogo que descobriu a tumba em 2022, em comunicado. Segundo o especialista, informações detalhadas sobre o auge do período maia – entre 250-900 dC – permanecem desconhecidas porque muito conteúdo foi saqueado ao longo dos séculos.

A tumba inclusive só foi descoberta após a equipe encontrar túneis de saqueadores, que eles identificaram usando a tecnologia lidar, que mapeia o solo da floresta disparando raios laser de um avião. “É como tirar radiografias do chão da selva”, explicou o pesquisador. “(…) agora podemos ver para onde estamos indo, em vez de apenas percorrer a selva na esperança de encontrar alguma coisa”.

Agora, o próximo passo será fazer análises de DNA dos ossos recuperados no local e talvez encontrar mais conteúdos escondidos na pirâmide abandonada onde ficava o túmulo, conclui o pesquisador.

As informações são do Iflscience.

Gabriel Sérvio
Gabriel Sérvio

Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase e faz parte da redação do Olhar Digital desde 2020.

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