A Boeing informou ter identificado 50 aeronaves do modelo 737 com a fuselagem das janelas “fora dos conformes”. Esse foi o resultado de um trabalho interno de inspeção após um avião da Alaska Airlines perder o painel em pleno voo no dia 5 de janeiro.

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De acordo com o CEO da Boeing, Stan Deal, dois furos podem não ter sido feitos exatamente de acordo com os requisitos da empresa. Apesar disso, ele garantiu que todos os aviões podem continuar operando de maneira segura. Ainda afirmou que as correções necessárias podem atrasar algumas entregas de novos modelos. As informações são do UOL.

Relembre o caso

  • O avião da Alaska Airlines tinha decolado do aeroporto de Portland, na noite de sexta-feira (05).
  • Quando estava a 4.975 metros do chão, uma das portas – que fica no meio da aeronave – foi ejetada.
  • Isso abriu buraco na fuselagem, o que despressurizou a cabine do Boeing.
  • Máscaras de emergência caíram e os pilotos da aeronave precisaram realizar uma manobra de emergência para descer até uma altitude abaixo de três mil metros, na qual é possível respirar sem auxílio de equipamentos.
  • Apesar do susto, nenhum dos 171 passageiros e seis tripulantes a bordo se feriu.
  • O lugar ao lado da porta ejetada não estava ocupado.
  • Se estivesse, o passageiro poderia ser sugado para fora do avião, por conta da pressão atmosférica externa.
  • A porta do avião acabou sendo encontrada no quintal da casa de um professor em Portland na segunda-feira (08).

Veja como ficou o avião:

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Investigação encontrou peças soltas nos aviões

Após o episódio, uma investigação foi aberta e uma inspeção dos 171 aviões do modelo ao redor do mundo foi exigida pela Administração de Aviação Federal dos Estados Unidos (FAA). Foi então que a Alaska Airlines e a United Airlines encontraram peças e parafusos soltos em portas de emergência desativadas em aviões Boeing 737 Max 9.

A United Airlines relatou problemas na instalação do tampão da porta, como parafusos soltos, enquanto a Alaska Airlines confirmou a existência de peças soltas e garantiu que as aeronaves não voltarão ao serviço até que as inspeções sejam concluídas e as correções feitas.

A FAA recomendou ainda que todas as companhias aéreas que utilizam aviões Boeing 737-900ER também inspecionassem as portas de saída de emergência das aeronaves. O modelo tem o mesmo design de plugue de porta do jato 737 MAX 9.

No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) também suspendeu os voos com aviões do Boeing modelo 737 Max 9. Por aqui, o modelo é operado pela Copa Airlines, em voos internacionais com chegada e partida no Aeroporto de Guarulhos (SP).