No dia 30 de janeiro, a espaçonave Cygnus da Northrop Grumman deixou a Terra em direção a Estação Espacial Internacional (ISS) com cerca de 3700 quilos de carga útil. Os equipamentos e missões enviados chegaram à plataforma no dia seguinte, 1º de fevereiro, e entre eles estava um robô-cirurgião, que em breve deve começar a sua prática em órbita.

  • O robô pesa cerca de 0,9 quilos e conta com dois braços controláveis que seguram cada um uma pinça e uma tesoura;
  • O equipamento foi desenvolvido pela empresa Virtual Incision, sendo construído para operar se comunicando com médicos na Terra enquanto realiza cirurgias de alta precisão no espaço;
  • Os cientistas têm como objetivo, à medida que a exploração espacial avança, garantir que o tratamento médico dos astronautas no espaço avance da mesma forma que acontece com os foguetes que os levarão até lá.

No entanto, além de beneficiar astronautas no espaço, o robô-cirurgião também pode ajudar pessoas que vivem na Terra. Dessa forma, um cirurgião especialista pode usar o equipamento para operar em diferentes locais a partir de telecirurgias, ou cirurgias remotas, sendo crucial para hospitais longe de grandes centros urbanos e em áreas militares. Por causa disso, além da NASA o robô também é financiado pelos militares.

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Outros equipamento e missões enviados para a ISS

Além do robô-cirurgião, a Cygnus também levou para o laboratório espacial outras missões e equipamentos para realização de testes. Alguns deles já passaram por testes na Terra, ou até mesmo na própria ISS, mas agora, foram enviados para que sejam sujeitos a outras condições de ambiente ou métodos, como:

  • Um braço robótico, da NanoRacks, que agora passará por testes em ambientes totalmente despressurizado para testar sua capacidade de auxiliar os astronautas a realizar  trabalhos em ambientes severos;
  • Uma impressora 3D, da ESA, que pode criar pequenas peças metálicas, para comparar como a estrutura de metal impressa no espaço se comporta e relação a impressa na Terra;
  • MABL-A, que irá analisar o papel das células mesenquimais para investigar os efeitos da microgravidade na perda óssea dos astronautas.
  • Uma retina artificial da LambdaVision, que foi enviada para ISS, pois o processo de “deposição eletrostática camada por camada” da proteína na qual é baseada parece funcionar melhor em microgravidade;
  • Por fim, a espaçonave também levou um computador espacial que conta com modelo de Inteligência Artificial desenvolvido pela NASA e pela Microsoft visando fazer na estação análises em apenas alguns minutos, mas que com fotos tiradas e enviadas para Terra pode levar dias para ficarem prontas.