Conforme noticiado pelo Olhar Digital, o Japão realizou com sucesso seu primeiro pouso na Lua no mês passado, conquistando um lugar no seleto grupo de agora cinco países do mundo a alcançar esse feito. Denominada SLIM (sigla em inglês para “Nave Inteligente para Investigação da Lua”), a espaçonave alunissou com êxito, apesar de um contratempo que a obrigou a hibernar por nove dias. 

Embora tenha enfrentado problemas nas células solares ao pousar “de cabeça para baixo”, reduzindo o tempo de operação da missão, a conquista destaca a relevância japonesa na tecnologia espacial.

Gerenciada pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), a missão SLIM não apenas representa o ingresso do país na corrida lunar, como também demonstra avanços tecnológicos revolucionários. 

Sonda SLIM, da JAXA, agência espacial do Japão, na Lua
Módulo de pouso SLIM, da agência espacial japonesa, na superfície da Lua. Crédito: JAXA)

“Atirador de elite” japonês torna pouso na Lua mais preciso

Com a nova técnica de pouso de precisão inaugurada pela sonda japonesa, que é apropriadamente apelidada de “sniper” (atirador de elite), futuras descidas poderão ser feitas em áreas menores e terrenos irregulares.

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Após o pouso bem-sucedido, dois pequenos rovers foram implantados. O Veículo de Excursão Lunar 1 (LEV-1), equipado com câmera e instrumentos científicos, utiliza um mecanismo de salto para navegar na Lua. Por sua vez, o Veículo de Excursão Lunar 2 (LEV-2), uma esfera do tamanho da palma da mão, se divide ao tocar a superfície, permitindo movimento por rotação.

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Projetada para pousar dentro de apenas 100 metros da cratera Shioli, ao sul do equador lunar, a sonda SLIM utilizou uma tecnologia de navegação baseada em visão, que a permitiu pousar a 55 metros do alvo. 

O método inovador compara imagens da superfície lunar com padrões de crateras em mapas desenvolvidos pela JAXA, facilitando a identificação de áreas de interesse.

O feito japonês segue o pouso lunar da Índia, ocorrido seis meses antes, e se dá logo após uma tentativa frustrada de uma empresa estadunidense.

Apesar dos recentes desafios, como atrasos no Programa Artemis anunciados pela NASA, os EUA permanecem líderes na exploração espacial. A agência está concentrada em empreendimentos complexos, como a estação espacial Gateway, enquanto colabora com a JAXA no desenvolvimento de um rover lunar pressurizado para futuras missões humanas.

Em meio a essa nova era de exploração lunar, a recente conquista japonesa e as parcerias internacionais evidenciam o avanço contínuo da humanidade no espaço, com olhares voltados para um futuro de descobertas e inovações.