O Google lançou seu novo chatbot multimodal (processa texto, áudio e imagem) no final de janeiro, com assistente digital e uma série de integrações com outros serviços da empresa. O Gemini, antigamente chamado de Bard, ficou mais parecido com o ChatGPT em relação ao que pode e não fazer, mas ainda assim tem suas vantagens e desvantagens. Conheça.

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Vantagens da nova IA do Google

Se você é uma daquelas pessoas que se cansa só de pensar no tanto de cliques necessários para realizar uma atividade e simplesmente desiste de fazê-la, o Gemini será vantajoso.

A repórter do The Verge Allison Johnson, assinante do serviço do Google, fez um teste. Ela queria juntar todos os detalhes de duas reservas de Airbnb que havia feito com amigos e enviá-los em uma lista, mas sem enfrentar o tanto de cliques que isso requer.

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Ela já havia baixado o aplicativo do Gemini no aparelho Android (no iOS, ele vem como parte do app Google), o que, na prática, substitui o Google Assistant pela nova IA. Então, pediu que a tecnologia reunisse todas as informações que precisasse e enviasse aos amigos. O resultado foi positivo, com o Gemini juntando os dados importantes em uma lista e enviando junto de uma mensagem simples por e-mail para cada amigo pelo Gmail.

Isso é possível porque o chatbot tem integração com outros serviços do Google, como o Gmail, Maps e Docs. Também é possível exportar dados do Gemini para esses serviços, algo que o ChatGPT não faz. Por exemplo, se você quiser salvar um texto útil que o chatbot escreveu, basta exportar para o Docs ou enviar direto por e-mail, sem necessidade de copiar e colar, como atualmente acontece com o rival da OpenAI.

Outra vantagem é que é possível pesquisar a fonte de cada informação que a IA fornece, já que o novo recurso tem integração com o buscador do Google.

O Gemini foi lançado em três versões distintas: Ultra, Pro e Nano (Imagem: Google)

Desvantagens

Uma das desvantagens do Gemini, segundo Johnson, é que ele não é muito bom de conversa, perdendo até para o Google Assistant anterior (sem IA).

Ele também não é muito bom em entender o contexto. Quando a repórter pediu para o chatbot dar sugestões de atividades para se fazer de bicicleta na região, o resultado não saiu como esperado: a resposta foi um mergulho, teatro ao vivo e ir ao cassino. Em comparação, o ChatGPT sugeriu um café ou um parque local.

No entanto, o Gemini foi certeiro em fornecer uma rota de volta para a casa da repórter usando o Maps, enquanto o ChatGPT sugeriu um ônibus que demoraria 30 minutos para passar.

Outra desvantagem é que o chatbot do Google fala (ou escreve demais). Perguntas simples e rápidas vieram com uma resposta longa.

Também não há integração com o Google Agenda. Ou seja, se você quiser economizar tempo na hora de marcar um compromisso, melhor ficar com o Google Assistant, que faz isso.

Celular com logotipo do Gemini colocado sobre teclado de notebook
(Imagem: Rafapress/Shutterstock)

O que você precisa saber sobre o Gemini

  • O Gemini é a inteligência artificial multimodal do Google, que processa informações em texto, áudio e imagem;
  • Ele é a “cara nova” do Bard e ganhou um aplicativo para dispositivos Android. No iOS, é possível acessá-lo pelo app do Google;
  • A IA foi lançada em dezembro, em três “tamanhos”: Nano, Pro e Advanced. As diferenças são relacionadas ao que a tecnologia “dá conta de fazer”, como raciocínio e colaboração criativa;
  • Ele não substituiu o Google Assistant (ainda), mas virou o “cérebro” da assistente de voz, agora com IA.
  • No Brasil, a opção da IA generativa veio junto do serviço Google One, que vai custar R$ 99,99 mensais.