Missão pode ajudar a remover um foguete morto da órbita da Terra

A missão tem como objetivo alcançar e caracterizar o estágio superior de um antigo foguete japonês que está a deriva na órbita da Terra
Mateus Dias, editado por Lucas Soares 03/03/2024 06:00, atualizada em 04/03/2024 21:35

Durante os quase 70 anos desde que o primeiro satélite foi lançado na órbita da Terra pela Rússia, outros países têm enviado inúmeras outras coisas para lá, desde satélites a restos de foguetes. A maioria desses objetos, estão por lá, à deriva e sem nenhum plano para serem retirados, o que pode deixar o espaço um lugar nada seguro. Agora, no entanto, uma missão da Astroscale Japan dará o primeiro passo para resolver esse problema.

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  • A missão é conhecida como Remoção Ativa de Detritos da Astroscale-Japan ou ADRAS-J;
  • Ela foi lançada no dia 18 de fevereiro, mas teve início oficial no dia 22 de fevereiro;
  • Seu objetivo é alcançar e caracterizar um pedaço de lixo espacial que não foi projetado para ser alcançado e nem está emitindo sinal ou se comunicando com a Terra.
Missão ADRAS-J
Missão ADRAS-J (Crédito: Astroscale Japan)

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 A missão não será nada fácil

Esse lixo espacial é o estágio superior de um foguete japonês H-2A, com cerca de 11 metros de comprimento, 4 de diâmetro e pesando 3 toneladas. O grande problema de recuperá-lo é que não sabe muito sobre ele, apenas que está flutuando em algum lugar da órbita da Terra.

A missão ADRAS-J irá alcaçar e caracterizar o estagio superior de um fogeute H-2A
A missão ADRAS-J irá alcaçar e caracterizar o estagio superior de um fogeute H-2A (Crédito: Astroscale Japan)

O resto de foguete não possui nenhum equipamento que permita a sua detecção ou algo que facilite seu acoplamento. Além disso, ele pode ter colidido com outro detrito espacial, podendo estar danificado e em movimento descontrolado. Da Terra, nada pode ser feito, visto que seu movimento não pode ser controlado. Tudo isso pode deixar as coisas ainda mais difíceis para a missão.

As operações de encontro e proximidade (RPO) são fundamentais para qualquer serviço futuro em órbita, garantindo a abordagem segura da espaçonave de serviço à espaçonave cliente e outros objetos, como detritos espaciais.

Astroscale Japan, em comunicado

Essa primeira etapa da missão irá encontrar, abordar e caracterizar o lixo espacial. Além disso, ela também mostrará ser capaz de se manter a uma distância fixa do alvo. Caso seja um sucesso, mostrará que pode se encontrar com qualquer objeto em órbita, desde recuperar lixo espacial até atender satélites que estão enfrentando problemas.

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Mateus Dias

Mateus Dias é estudante de jornalismo pela Universidade de São Paulo. Atualmente é redator de Ciência e Espaço do Olhar Digital

Lucas Soares
Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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