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Você sabia que nosso calendário nem sempre foi como é atualmente? Por várias vezes, houve a necessidade de reajustes para que ele se alinhasse às estações do ano. Certa vez, os ajustes foram tantos que tivemos um ano com bem mais que 365 dias.
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Isso aconteceu em 46 a.C., que chegou a ter incríveis 445 dias! Esse foi o mais longo da história até hoje. Mas como isso foi possível?
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O calendário reajustado, com 365 dias, chama-se juliano e foi obra do imperador de Roma Júlio César. O calendário romano tradicional baseava-se no ano lunar de 355 dias e exigia muitas revisões, já que era assíncrono em relação a estações e festivais.
Portanto, havia a necessidade da adição periódica de um mês bissexto a cada alguns anos, de modo que o ano civil se mantivesse igual ao solar. Porém, em algumas épocas, relata o History, eles esqueciam de realizar esse ajuste dado o caos que as guerras civis provocaram no período final da República.
Calendário juliano e o ano mais longo da história
- Para ajeitar a situação, César pediu ao matemático e astrônomo grego Sosígenes que o auxiliasse na reformulação do calendário romano;
- O objetivo era torná-lo mais preciso e alinhá-lo com o solar;
- Porém, para equilibrar as coisas, César precisou acrescentar dois meses bissextos para preparar 45 a.C. para o novo sistema;
- Dessa forma, 46 a.C. ficou com incríveis 445 dias, ganhando o apelido de annus confusionis (ano da confusão).
O calendário juliano tinha, como base, o ano solar de 365 dias e seis horas, com um dia bissexto adicionado a cada quatro anos. O sistema manteve-se presente em boa parte do mundo ocidental por 16 séculos. Contudo, ele ganhou um dia a mais acada 131 anos, já que cada ano solar é o oposto do lunar: tem menos de 365 dias e seis horas.
Só que, em meados do século XVI, o calendário ficou dez dias fora de sintonia com as estações do ano. Dessa forma, em 1582, o Papa Gregório lançou o calendário gregoriano, utilizado até hoje. Na época, ele eliminou os dez dias daquele ano.
Além disso, outra modificação que o Papa realizou no calendário foi com relação aos anos bissextos. Os anos divisíveis por 100 não são bissextos, salvo se divisíveis por 400 também. Isso, porém, não reduz a discrepância entre o calendário e o ano solar, resultando em maior precisão na contagem do tempo.