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Usuários do Google Maps se espantaram ao encontrar um grande “buraco” no meio do Oceano Pacífico enquanto navegavam na plataforma. À primeira vista, a misteriosa imagem parecia mostrar um enorme abismo sem fim. Entre várias teorias, alguns observadores sugeriram que se tratava de uma base militar obscurecida por razões de segurança nacional.
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Entenda:
- Um grande “buraco” misterioso foi encontrado no meio do Oceano Pacífico no Google Maps;
- Usuários da plataforma criaram várias teorias para explicar a imagem, mas o abismo era, na verdade, apenas uma ilusão de ótica que escondia uma floresta de pisonias na ilha de Vostok, na República de Kiribati;
- As árvores de Pisonia são conhecidas por matar pássaros marinhos, como o trinta-réis-preto;
- Isso porque suas sementes pegajosas grudam nas penas das aves e, algumas vezes, ficam tão pesadas que impedem que o pássaro saia do lugar e acabe morrendo de inanição;
- Mesmo assim, as pisonias conseguem aproveitar as carcaças como adubo ou, em alguns casos, os corpos das aves cheias de sementes caem na água e vão parar no litoral, com a chance de que pelo menos uma delas acabe germinando.

A verdade, porém, foi finalmente revelada. Uma reportagem do jornal britânico Metro mostrou que o “buraco” nada mais é do que uma floresta de árvores de Pisonia localizada na ilha desabitada de Vostok, na República de Kiribati. Mas o local não deixa de ser intrigante, já que as pisonias são conhecidas como grandes assassinas de pássaros.
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“Buraco” no Pacífico era floresta mortal
Com apenas 2,5 km², a ilha de Vostok não oferece exatamente um amplo território para que as pisonias espalhem suas sementes. Mas a espécie tem um truque para “viajar” a outros lugares: elas são transportadas por pássaros marinhos, como os trinta-réis-preto, que possui colônias espalhadas por todos os oceanos e mais concentradas no Pacífico.

As sementes da pisonia são pegajosas e pesadas, e grudam nas penas das aves – que, em um cenário ideal, levantam voo e espalham os grãos por outros territórios. Algumas vezes, porém, os pássaros acabam com sementes demais presas em suas costas e não conseguem sair do lugar, morrendo tragicamente de inanição
Apesar de perderem seu “meio de transporte”, as pisonias conseguem aproveitar as carcaças das aves como adubo. Também há a possibilidade, como explica o biólogo Alan Burger em um estudo publicado no Journal of Tropical Ecology, de que os corpos dos pássaros repletos de sementes caiam na água e flutuem até o litoral, com uma grande chance de que, no fim das contas, ao menos uma delas acabe germinando.