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Muitos podem argumentar que um planeta com anéis, como Saturno, ficam esteticamente mais bonitos. E ainda que a Terra não tenha anéis para “embelezá-la”, fica a dúvida científica: o que aconteceria se o nosso planeta tivesse anéis? Uma questão que o site IFL Science tratou de responder.
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Primeiro, é preciso entender que anéis se formam a partir de corpos sólidos que se aproximam muito de um planeta.
Existe um intervalo chamado limite de Roche: dentro do limite, as forças de maré do corpo primário, no nosso caso, a Terra, seriam muito fortes e desintegrariam um satélite. Depende do raio do corpo primário e da densidade dos dois corpos, portanto não é apenas um valor único.
Por exemplo: se pensarmos na Terra e na Lua, a Lua poderia orbitar até 9.500 quilômetros antes de ser destruída. Os destroços formariam o anel, no caso de Saturno, um anel gelado.
Para ter um anel gelado como Saturno, a Terra precisaria ter uma Lua gelada sendo destruída na órbita da Terra. Para ser despedaçada, seria necessário aproximar-se cerca de 5.300 quilômetros.

O único problema é que o gelo não se mantém bem em nossa órbita, é por isso que os corpos do sistema solar interno são tão secos. Portanto, os anéis que mais dariam certo na Terra seriam formados por rochas.
A “criação” de anéis como esses não seria tão trabalhosa. Bastaria puxar com segurança um asteroide de tamanho considerável para perto da Terra. As forças das marés fariam seu trabalho e, com o tempo, um belo anel apareceria.
O fenômeno funciona em corpos grandes e pequenos. Asteroides como Chariklo têm anéis e podem permanecer estáveis durante 10 milhões de anos.
A sua estabilidade também é importante. O tamanho das partículas que compõem os anéis importa muito, assim como a presença de luas pastoras, minúsculos satélites que ajudam a equilibrar as forças. É preciso uma aldeia para manter os anéis em órbita.

Os anéis duram para sempre?
- Infelizmente, não. Os de Saturno podem ter até 400 milhões de anos, se não forem mais jovens.
- Em um primeiro momento isso parece bastante, mas para um planeta com 4,5 bilhões de anos, representa menos de 10% da sua vida.
- A destruição dos anéis acontece constantemente, com partículas voando no planeta.
Em Saturno, a lenta destruição dos anéis aquece uma porção específica da atmosfera superior. É provável que a Terra sofresse o mesmo com seus anéis. A altitude mais baixa para os anéis é provavelmente de cerca de 1.000 quilômetros. As partículas abaixo dessa altitude seriam arrastadas muito rapidamente pela atmosfera extremamente rarefeita.
As consequências desta chuva de anéis são incertas, já que não é um problema que tenhamos de enfrentar. No entanto, especialistas imaginam que não seria um problema pequeno.
Para matar a curiosidade de como ficaria um planeta com anéis, é possível que se saiba a partir de Marte, ao menos quem estiver por aqui daqui a algumas dezenas de milhões de anos, quando a lua de Marte, Fobos, será destruída pelo planeta, e um sistema de anéis se formará no entorno.