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O naufrágio mais famoso do mundo não teria sido causado apenas por erros humanos e falta de sorte. Um artefato conhecido como “múmia da má sorte” é apontado como o responsável pela tragédia – e também por trazer azar para diversas pessoas ao longo da história.
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Tudo isso por conta da fama do objeto. Atualmente em exposição no Museu Britânico de Londres, o artefato consiste em uma tampa de um sarcógado de madeira e gesso, que abrigava o cadáver de uma mulher conhecida como “sacerdotisa de Amen-Ra”, durante o Egito Antigo.
Mas de onde vem a má fama do objeto? Acontece que ao longo dos anos, diversos proprietários da antiga peça relataram episódios de falta de sorte e até mesmo tragédias. As informações são do History.
O primeiro caso da “múmia do Titanic”
O primeiro caso relatado do suposto azar do artefato é de Thomas Douglas Murray, britânico que comprou o sarcófago de ladrões de múmias. Ao levar o objeto de Tebas, na Grécia, até a Inglaterra, o grupo de viajantes ao qual o comprador fazia parte passou por maus bocados.
Um viajante foi baleado por um companheiro e perdeu o braço, outro membro da equipe desapareceu e ainda tiveram relatos de doenças e outros problemas durante a travessia. Mas isso foi só o começo.

Peça do Museu Britânico de Londres considerada azarada
Apesar de ter sido entregue para o Museu em 1889, as histórias sobre a “múmia do Titanic” não acabaram. Várias lendas surgiram como fotógrafos que morreram ao fotografar o objeto e jornalistas vítimas de doenças ao fazerem matérias sobre o sarcófago.
Mas a história mais conhecida é justamente a do naufrágio mais famoso do mundo. Na verdade, o objeto ficou famoso por conta dele. Jornais da época começaram a compartilhar uma história sensacionalista sobre a “múmia” e o acidente.
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Tudo começou quando um dos sobreviventes contou ao jornal New York World sobre histórias bizarras sobre o artefato que teriam sido contadas durante a viagem pelo jornalista William Stead, que morreu na tragédia. A partir de então, surgiram lendas de que o objeto teria sido o responsável pelo naufrágio.
Ajudou o fato da história ter sido compartilhada de forma sensacionalista em diversos jornais da época. No período surgiram boatos de que a tampa estava a bordo do navio. O que, claro, não é verdade, já que o objeto está até os dias de hoje exposto no museu.