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O prazo para adequar as embalagens de produtos alimentícios com dados sobre alto teor de sal, gordura saturada e açúcar nos rótulos terminou no final do mês de abril. A norma passou a valer ano passado, mas a data limite para mudar as embalagens novas tinha sido estendida e o estoque produzido antes da regra ainda poderá ser vendido até outubro.
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Maior consciência sobre alimentação
Segundo especialistas, com a nova regra a tabela de nutrientes fica mais acessível na embalagem e com informações mais completas. A tabela já existia antes, mas agora ela é obrigatoriamente apresentada com o fundo branco e letras pretas, além de ter um tamanho mínimo para a fonte das letras, para que tenha mais visibilidade.
Outra importante mudança na tabela é a adição da informação sobre o açúcar, que não existia antes. Ela também traz a informação em gramas e não só por porção, o que faz com que as pessoas possam comparar qualquer tipo de produto e qualquer categoria sem precisar fazer cálculos para a comparação.
Mas talvez a grande inovação das mudanças é a lupa, mecanismo que traz para a frente da embalagem a informação sobre o alto conteúdo de nutrientes que podem fazer mal à saúde, caso da gordura saturada e o açúcar adicionado.
Para Ana Paula Bortoletto, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP, quanto maior destaque se dá às informações que são relevantes para a saúde, mais as pessoas acabam sendo acostumadas a usar essa informação em consideração na escolha dos alimentos.
Isso exige outras políticas que são complementares a essa maior consciência sobre alimentação. Por isso, entendemos que o rótulo é uma das ações, por trazer essa informação em maior destaque. Mas em comparação a outros países, como México ou Chile, o destaque ainda não é o adequado. O destaque nos outros países é maior e o símbolo tem mais nutrientes monitorados.
Ana Paula Bortoletto, pesquisadora da USP

Importância de outras ações
- Especialistas defendem a adoção de ações mais coordenadas.
- Por exemplo, medidas vinculadas ao currículo escolar, tendo como público-alvo as crianças, que assimilam essas informações mais eficientemente.
- A infraestrutura estatal de saúde e educação também deve se mobilizar para alcançar mais pessoas, com propagandas em UBS e uma atenção maior à importância da alimentação mais saudável.
- As informações são do Jornal da USP.