Uma nova imagem do Telescópio Espacial Hubble divulgada no dia 13 de maio mostrou uma visão quase lateral de uma galáxia distante. Com um núcleo brilhante e rodeado por complexas estruturas de poeira, a formação galáctica parece uma rede cósmica e pode auxiliar os astrônomos a entender melhor as galáxias lenticulares.

  • A galáxia observa é a NGC 4753, localizada a cerca de 60 milhões de anos-luz;
  • Ela está situada dentro da Nuvem Virgo II, que além da NGC 4753, abriga outras 100 galáxias e aglomerados;
  • A formação é classificada como lenticular, uma mistura entre as espirais e elípticas, possuindo uma forma elíptica ao mesmo tempo que possui braços espirais mal definidos.

Segundo a Agência Espacial Europeia, a NGC 4753 chama atenção porque sua estrutura e baixa densidade permitem aos astrônomos investigar como as galáxias lenticulares se formam. No caso dessa capturada pelo Hubble, acredita-se que ela tenha se formado há cerca de 1,3 bilhões de anos como resultado de uma fusão galáctica.

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As faixas de poeira possue uma forma de poeira estranha (Crédito: ESA/Hubble, NASA, L. Kelsey)
As faixas de poeira possuem uma forma estranha (Crédito: ESA/Hubble, NASA, L. Kelsey)

A fusão provavelmente se deu com a colisão de uma galáxia maior e outra anã. A mais massiva deve ter atraído as estrelas, poeiras e gás da sua vizinha menor, resultando em uma forma estranha e nas faixas de poeira observadas atualmente.

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A galáxia é mais do que poeira

Em meio a poeira, o gás, as estrelas e as gavinhas, a NGC 4753 possui uma grande quantidade de matéria escura, na verdade, essa substância misteriosa provavelmente compõe a maior parte de sua formação. 

Mais informações sobre a matéria-escura poderiam ser reveladas se o James Webb procurasse por galáxias anãs brilhantes (Crédito: Artsiom P/ Shutterstock)
Matéria-escura (Crédito: Artsiom P/ Shutterstock)

Além disso, as observações também sugerem que a galáxia hospedou uma supernova do tipo Ia, que se formou a partir de sistemas binários de estrelas, onde uma delas é uma anã branca que esgotou o seu combustível de fusão.

Estes tipos de supernovas são extremamente importantes, pois são todas causadas pela explosão de anãs brancas que têm estrelas companheiras e atingem sempre o mesmo brilho — cinco bilhões de vezes mais brilhante que o Sol. Conhecer o verdadeiro brilho destes eventos, e compará-lo com o seu brilho aparente, dá aos astrônomos uma oportunidade única de medir distâncias no Universo.

Funcionários da ESA, em comunicado