Mão de ferro mecânica: conheça a primeira ‘prótese’ já feita

Inventada no século XV, a mão de ferro mecânica foi fruto da capacidade de inovação humana e representou uma grande revolução na medicina
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Imagem: Erik Lernestål/Museus Históricos Nacionais

A medicina hoje permite a realização de cirurgias para substituir partes do nosso corpo. É assim com próteses de mãos, pés, braços e pernas, mas também com corações artificiais, por exemplo. Mas só chegamos até aqui em função de uma invenção do século XV: a mão de ferro mecânica.

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Mão de ferro usada no passado (Imagem: arquivo estatal do estado de Baden-Württemberg)

Amputações causadas pelas guerras eram um grave problema

  • Os europeus sempre hesitaram em realizar amputações no passado.
  • Elas eram vistas como o último recurso e empregadas apenas em casos de alto risco de morte.
  • No entanto, alguns médicos daquele período começaram a pensar em uma solução: criar membros artificiais.
  • Esta mudança de perspectiva aconteceu em um momento de aumento expressivo no uso da pólvora e das guerras no continente.
  • As armas de fogo e artilharia causaram danos até então inimagináveis e forçaram a adoção de novas técnicas.
  • Estas operações, por sua vez, foram disseminadas pela recém-criada imprensa.
  • As informações são da The Conversation.
Método antigo de amputação (Imagem: Johannes Scultetus/Biblioteca da Universidade de Heidelberg)

Evolução das próteses

Por algum tempo, o uso madeira permaneceu sendo usado na criação de próteses de membros. Mas a partir de colaborações com artesãos uma nova tecnologia surgiu no final do século XV.

A mão de ferro mecânica contava com dedos móveis travados em diferentes posições através de mecanismos internos acionados por molas. Estes dispositivos tinham detalhes realistas, como unhas desenhadas, rugas e até tinta em tom de carne.

Em alguns casos, os dedos só podiam ser movidos juntos, enquanto outros mais avançados permitiam que eles fossem deslocados individualmente. O grande problema era o preço dos materiais, o que fazia que a novidade fosse acessível apenas para quem fosse rico (e até uma marca de status social elevado).

Aos poucos, as próteses começaram a ficar cada vez mais sofisticadas e baratas. Em alguns casos, elas poderiam ser encontradas até mesmo em lojas de artesãos.

Essa inovação é considerada a precursora das mãos biônicas atuais. E é a prova de como a medicina avançou ao longo do tempo a partir de novas tecnologias, mas também pela capacidade humana de criar soluções para problemas considerados (naquela época) insuperáveis.

Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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