Exame de sangue promete facilitar diagnóstico de doenças neurológicas

Certas proteínas no sangue podem indicar a presença de doenças como demência, ELA e paralisia supranuclear progressiva
Recipiente com sangue ao lado de um cérebro
Imagem: gerada por inteligência artificial (Dall-E) /Nayra Teles - Imagem: gerada por inteligência artificial (Dall-E)/Nayra Teles

O diagnóstico da maioria das doenças neurodegenerativas requer sintomas concretos ou até mesmo uma biópsia cerebral. Só então é possível iniciar o tratamento. Se essas condições fossem detectadas por meios mais rápidos e menos invasivos, as terapias poderiam ser aplicadas mais cedo e gerar melhores resultados.

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Cientistas parecem ter encontrado uma solução para a questão. Por meio de um simples exame de sangue será possível identificar doenças como a demência frontotemporal (DFT), esclerose lateral amiotrófica (ELA) e a paralisia supranuclear progressiva (PSP), facilitando o diagnóstico.

A pesquisa foi conduzida por pesquisadores do Hospital Universitário de Bonn (UKB) e outras instituições de pesquisa na Alemanha e na Espanha.

Como doenças neurológicas podem ser detectadas no sangue

  • Em doenças como a DFT, ELA e PSP, as proteínas tau e TDP-43 são acumuladas de forma anormal no cérebro. Para identificá-las, é preciso examinar o tecido do órgão.
  • Mas agora cientistas encontraram um meio de detectá-las no sangue também.
  • Como as proteínas flutuam de forma fragmentada no sangue, medir diretamente o plasma sanguíneo não dá certo. Por isso, eles focaram nas chamadas vesículas.
  • Essas bolsas membranosas, liberadas pelas células, entram na corrente sanguínea e, por meio de alguns processos como a centrifugação, podem revelar a presença das proteínas.
  • Testes realizados com mais de 900 amostras de sangue mostram que esse método gera resultados conclusivos sobre a presença das doenças.

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Progressos de terapias e diagnósticos mais precisos

O exame de sangue para DFT, ELA e PSP deve ser aplicado primeiro em pesquisas e desenvolvimento de terapias para as doenças. Depois, os pesquisadores acreditam que também poderá ser utilizado para detectar as condições de forma rápida e não invasiva.

As doenças neurológicas do tipo genético são as poucas em que é possível ter certeza do diagnóstico. Essa técnica vai permitir o mesmo nível de precisão durante a vida do paciente, mesmo quando não for o caso.

A longo prazo, considero realista que esses biomarcadores [proteínas tau e TDP-43] também sejam usados ​​para diagnóstico na rotina médica. Seria particularmente importante para determinar como se desenvolvem ao longo do curso de uma doença, e quão cedo eles surgem no curso da doença

Anja Schneider, líder da pesquisa, para o Medical Xpress

O estudo completo foi publicado na revista científica Nature Medicine.

Nayra Teles
Nayra Teles

Nayra Teles é estudante de jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi (UAM) e redatora no Olhar Digital

Lucas Soares
Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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