Elaborar uma lista dos maiores anfíbios do mundo pode parecer uma tarefa simples, mas envolve várias controvérsias, uma vez que o primeiro lugar da nossa lista poderia, na verdade, ocupar todas as posições nessa lista, uma vez que este curioso animal é dividido em cinco espécies crípticas diferentes e que são muito difíceis de distinguir. Curioso? Siga a leitura.

Os anfíbios são um grupo fascinante de animais que conseguem viver tanto na água quanto na terra. Esse grupo inclui sapos, rãs, salamandras e cecílias (ou cobras-cegas). Uma característica marcante dos anfíbios é a pele permeável, que permite a troca de gases e a absorção de água diretamente do ambiente. Eles são conhecidos por passarem por uma metamorfose durante seu ciclo de vida, começando como larvas aquáticas e, eventualmente, desenvolvendo características para a vida terrestre.

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Pensando nisso, apresentamos nessa lista 5 dos maiores anfíbios do mundo, indo além da posição número um e trazendo mais variedade a essa lista.

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Quais são os maiores anfíbios do mundo?

5. Rã-touro-americana (Lithobates catesbeianus)

Imagem: Surgiu/Reprodução

Abrindo a nossa de maiores anfíbios do mundo, temos a rã-touro-americana, que é a maior rã da América do Norte, com um comprimento médio de 20 cm e podendo pesar até 800 gramas. Elas são comuns em áreas de água doce, como lagoas e lagos, onde são conhecidas por seu poderoso coaxar e sua voracidade alimentar. Esta espécie foi introduzida em muitas partes do mundo, onde tem impactado negativamente as populações locais de anfíbios.

4. Salamandra-tigre (Ambystoma tigrinum)

Imagem: Carla Isabel Ribeiro/Fotografia

A salamandra-tigre é um dos maiores anfíbios do mundo é a maior espécie de salamandra terrestre, podendo atingir até 35 cm de comprimento. Nativas da América do Norte, essas salamandras possuem uma coloração que varia do amarelo ao verde com listras negras, lembrando o padrão de um tigre. Elas são noturnas e passam a maior parte do tempo escondidas sob pedras ou troncos. Embora não estejam em perigo crítico, a perda de habitat é uma preocupação crescente.

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3. Rã Golias (Conraua goliath)

rã-golias
Quando adulta, a rã-golias pode ter o tamanho de um gato doméstico. Imagem: Reprodução/Jeanne D’arc Petnga.

A Rã Golias é a maior rã do mundo e também o maior anfíbio sem cauda conhecido, com indivíduos que podem medir até 32 cm de comprimento e pesar mais de 3 kg. Originárias das florestas tropicais da África Ocidental, especialmente em Camarões e Guiné Equatorial, essas rãs são conhecidas por sua impressionante habilidade de salto e por seu tamanho imponente. Infelizmente, a rã-de-Goliath também enfrenta a ameaça da destruição do habitat e da captura para o comércio de animais de estimação.

2. Salamandra-gigante-do-Japão (Andrias japonicus)

Imagem: Reprodução

A salamandra-gigante-do-Japão é a segunda maior espécie de anfíbio, atingindo cerca de 1,5 metros de comprimento e pesando até 25 kg. Elas vivem em rios frios e de correnteza rápida no Japão. Similar à sua prima chinesa, essas salamandras têm uma aparência robusta e uma pele que varia de marrom a preta, com manchas. A espécie também está sob ameaça devido à destruição de habitat e à poluição das águas

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1. Salamandra-gigante-da-China (Andrias davidianus)

Imagem: ND Mais/Reprodução

A salamandra-gigante-da-China é, sem dúvida, o maior anfíbio do mundo. Esses gigantes podem alcançar até 1,8 metros de comprimento e pesar mais de 60 kg. Encontradas em rios e lagos na China, essas salamandras têm corpos robustos e pele rugosa e escura, com manchas irregulares. Infelizmente, elas estão criticamente ameaçadas devido à perda de habitat e à caça para uso na medicina tradicional chinesa.

A conservação desses gigantes anfíbios é crucial, pois muitas dessas espécies enfrentam ameaças significativas, como a perda de habitat, a poluição e a caça. Iniciativas de conservação, incluindo a criação de reservas naturais e programas de reprodução em cativeiro, são essenciais para garantir que essas impressionantes criaturas continuem a existir.

Compreender e proteger os maiores anfíbios do mundo não só preserva a biodiversidade, mas também ajuda a manter o equilíbrio dos ecossistemas onde eles vivem. À medida que continuamos a explorar e apreciar essas criaturas magníficas, é vital que tomemos medidas para garantir sua sobrevivência para as futuras gerações.