Essas IAs fazem música — e gravadoras não estão gostando

Sony, Warner e Universal Music, processaram as start-ups de IA em junho, acusando-as de violação de direitos autorais
suno
Imagem: Ralf Liebhold/Shutterstock

Suno e Udio, duas startups de IA que usam músicas de artistas em seus modelos, responderam a ações judiciais de direitos autorais movidas contra elas por grandes gravadoras. A Suno argumenta que o caso contra ela é “fundamentalmente falho tanto nos fatos quanto na lei”. As informações são da Reuters.

Continua após a publicidade

As startups alegam que treinar os seus modelos de IA em músicas protegidas por direitos autorais pertencentes às editoras discográficas para criar serviços que permitam a qualquer pessoa criar música constitui “utilização justa” conforme o que está na lei.

“É um uso justo, sob a lei de direitos autorais, fazer uma cópia de uma obra protegida como parte de um processo tecnológico de back-end, invisível ao público, a serviço da criação de um novo produto, em última análise, não infrator”, argumentou a Suno em um documento encaminhado ao tribunal.

Detalhes da ação judicial contra Suno e Udio

  • Grandes gravadoras, incluindo Sony Music, Universal Music Group e Warner Records, entraram com ações judiciais contra a Suno, com sede em Massachusetts, e a Udio, com sede em Nova York, no final de junho.
  • As gravadoras acusam as startups de violação de direitos autorais ao usar músicas pertencentes às gravadoras para treinar seus sistemas de IA.
  • No início do ano, centenas de músicos – incluindo Billie Eilish e Katy Perry – assinaram uma carta aberta pedindo aos desenvolvedores que parassem de usar IA para “desvalorizar os direitos dos artistas humanos” e “sabotar a criatividade”.
música ia
Gravadoras e artistas desaprovam o uso de suas músicas por startups de IA – Imagem: Thongden Studio/Shutterstock

Leia mais:

“Não há nada de justo em roubar o trabalho da vida de um artista, extrair seu valor central e reembalá-lo para competir diretamente com os originais”, disse um porta-voz da Recording Industry Association of America, em resposta aos comentários de Suno e Udio.

A Suno argumentou em sua resposta judicial que o processo visa bloquear suas atividades musicais porque as gravadoras não querem “concorrência”.

Suno e Udio arrecadaram milhões em investimentos para desenvolver suas tecnologias generativas de IA. Em abril, a Udio levantou US$ 10 milhões em financiamento inicial da A16z, empresa do cofundador do Instagram, Mike Kreiger, e dos músicos Will.i.am e Common.

No mês seguinte, Suno levantou US$ 125 milhões em uma rodada de financiamento apoiada pela Lightspeed Venture Partners.

Suno
A Suno se defendeu de acusações, dizendo que seu trabalho com músicas e IA não fere nenhuma lei de direitos autorais – Imagem: Suno/Divulgação
Leandro Costa Criscuolo
Leandro Costa Criscuolo

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

Gostou? Compartilhe! Ajude mais pessoas a ficarem informadas.
Prefira o OD no Google
Ícone Whatsapp Ícone Whatsapp Ícone Instagram Ícone Facebook Ícone Linkedin Ícone Telegram Ícone Email