Em breve, geleiras vão formar cemitério; entenda

Terra tem cada vez menos glaciares e, para simbolizar os derretimentos, já existem alguns atos simbólicos
Leandro Costa Criscuolo
Leandro Costa Criscuolo, editado por Rodrigo Mozelli 13/08/2024 00:33, atualizada em 02/09/2024 11:45
geleira
Derretimento glacial tem impacto muito negativo em nosso futuro (Imagem: kavram/Shutterstock)

Uma “Lista Global de Casualidades de Geleiras” está sendo criada por cientistas para monitorar as camadas de gelo afetadas pelas mudanças climáticas. Se as coisas continuarem como estão, o banco de dados terá muito trabalho pela frente: dois terços das geleiras do mundo estão a caminho de desaparecer até o final deste século.

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Geleiras derretidas pelas mudanças climáticas vão ser documentadas em lista feita por especialistas (Imagem: Trismegist san/Shutterstock)

O projeto é liderado por pesquisadores da Universidade Rice, inspirados pelo primeiro “funeral de geleira” do mundo, que ocorreu na Islândia, em 2018. Embora seja gesto puramente simbólico, o funeral da Okjökull foi um evento chamativo que destaca o que as mudanças climáticas ameaçam destruir.

“O memorial de Okjökull inspirou vários glaciologistas ao redor do mundo a fazerem um balanço de quantas geleiras glaciares já haviam desaparecido em seus países”, disse a professora Cymene Howe, antropóloga cultural da Universidade Rice, em comunicado.

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“Um estudo de 2023 calculou que 264 geleiras derreteram só na Nova Zelândia. Na China, mais de 8,3 mil blocos glaciares desapareceram nas últimas décadas”, continuou Howe.

“Com a Lista Global de Casualidades de Geleiras, apresentaremos 15 geleiras recentemente perdidas e criticamente ameaçadas em todo o mundo, e trabalharemos com cientistas e comunidades para aumentar a lista a cada ano, à medida que as geleiras continuam a derreter”, completou a antropóloga.

Cemitério de geleiras

  • O lançamento da lista coincidirá com a inauguração do primeiro cemitério de geleiras do mundo, em 17 de agosto, na península de Seltjarnarnes, perto da capital islandesa, Reykjavík;
  • O cemitério contará com 15 lápides esculpidas em gelo pelo escultor de gelo islandês Ottó Magnússon e terá nomes de geleiras de todo o mundo que foram perdidas devido ao aquecimento global;
  • Pode parecer um pouco sentimental, mas o cemitério servirá como gesto simbólico para lembrar a todos de como as alterações climáticas e o derretimento glacial terão impacto muito sério no mundo real.

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“Cemitério” servirá para nos lembrar do quão perigosas são as mudanças climáticas (Imagem: Medi2Go/Pixabay)

O derretimento das geleiras contribui para o aumento do nível global do mar, representando ameaça para as comunidades costeiras, áreas baixas e nações insulares, bem como aumentando o risco de inundações e erosão.

Leandro Costa Criscuolo
Leandro Costa Criscuolo

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

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