Siga o Olhar Digital no Google Discover
No Japão, sustentabilidade é um assunto sério. E que é prioridade de governos há muito tempo. Veja, por exemplo, esse documento oficial de 2012. Ele dá uma ideia do que estou falando.
Ofertas
Por: R$ 250,00
Por: R$ 1,82
Por: R$ 89,90
Por: R$ 52,07
Por: R$ 298,00
Por: R$ 475,87
Por: R$ 235,28
Por: R$ 36,22
Por: R$ 727,20
Por: R$ 27,81
Por: R$ 71,99
Por: R$ 178,49
Por: R$ 174,69
Por: R$ 198,99
Por: R$ 4.299,00
Por: R$ 203,92
Por: R$ 179,00
Por: R$ 209,90
Por: R$ 166,19
Sim, existem várias cidades tecnológicas por lá, mas os japoneses se preocupam com a poluição moderna desde a década de 1960, após uma série de mortes relacionadas à água contaminada que era liberada das fábricas.
Por se tratar também de uma nação com pouco território (um arquipélago) e com recursos não tão abundantes, eles trabalham bastante com o conceito de alto aproveitamento. Juste isso à ideia de sustentabilidade e você vai ver o surgimento de boas – e ecológicas – iniciativas.
É o caso de um novo tipo de tijolo, que nasceu a partir de uma pesquisa da Universidade de Tóquio. O projeto teve início em 2021, mas saiu do papel somente agora.
Engenheiros se aproveitaram dos destroços de uma escola para levantar novas estruturas.
O que é o “tijolo verde”
- Não, ele é não é literalmente verde – a cor está mais para o branco, ou um cinza claro.
- O verde faz referência a algo mais ecológico.

- O projeto da Universidade de Tóquio recebeu o nome de “Calcium Carbonate Circulation System for Construction”.
- Ele nasceu para resolver dois problemas principais.
- O primeiro é que a produção de concreto tem um enorme custo ambiental – principalmente por causa das altas temperaturas necessárias para aquecer o calcário.
- E, segundo, porque as reservas de calcário em si são bastante limitadas no Japão.
- Para transformar concreto antigo em novo, os cientistas adicionaram dióxido de carbono – CO2 retirado do ar ou de processos industriais.
- Ou seja, a receita ficou ainda mais ecológica, pois retira carbono da atmosfera.
- Na prática, eles moem os tijolos usados e o misturam com CO2.
- Esse “pó carbonatado” é então pressurizado com uma solução de bicarbonato de cálcio e colocado em um molde antes de ser aquecido para formar um novo bloco de construção.
- Esse processo todo demora cerca de 3 meses.
- De acordo com os pesquisadores, o resultado é um tijolo “grande e forte o suficiente para construir casas e calçadas comuns”.
Um ciclo sustentável
O mais bacana de todo o projeto é que o novo material se torna reaproveitável.

Os próprios tijolos de concreto de carbonato de cálcio podem virar pó no final de sua vida útil; aí é só reiniciar o processo para criar novos blocos para novas construções.
Leia mais
- Tijolo de bagaço de cana-de-açúcar é mais sustentável e econômico; conheça!
- Novo concreto sem cimento pode revolucionar a construção civil
- Japão estuda trocar caminhões por esteira rolante gigante; entenda
É a solução ideal para um país como o Japão, segundo explica o professor Ippei Maruyama, um dos idealizadores da iniciativa.
“Estamos tentando desenvolver sistemas que possam contribuir para uma economia circular e neutralidade de carbono. No Japão, a demanda atual por material de construção é menor do que no passado, então é um bom momento para desenvolver um novo tipo de negócio de construção, ao mesmo tempo em que melhoramos nossa compreensão desse material vital por meio de nossa pesquisa”, afirmou o professor.
Os pesquisadores já levantaram pequenas estruturas com o novo material, que se mostrou confiável. O próximo passo é construir algo maior. Eles querem entregar agora um sobrado feito inteiramente desses tijolos verdes.
As informações são do New Atlas.