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Um grupo de mais de 100 cientistas iniciou um movimento global para tornar ilegal a criação de polvos e a venda de carne obtida por meio desta atividade. Segundo eles, a prática pode trazer grandes prejuízos para o desenvolvimento destes animais, bem como para todo o meio ambiente.
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Polvos não são adequados para viver em cativeiro
- A iniciativa dos cientistas, publicada na revista Science, é uma reação aos planos da empresa espanhola Nueva Pescanova, que lidera atualmente a criação de polvos no mundo, de abrir uma unidade nas Ilhas Canárias.
- No local, seriam criados cerca de um milhão de animais anualmente para consumo humano.
- Os especialistas alertam que os polvos têm um sistema nervoso grande e distribuído e que não são adequados para uma vida em um ambiente controlado, com dietas definidas e horários de alimentação regulamentados.
- Eles explicam que estas condições prejudicam o desenvolvimento dos polvos e que diversos experimentos do tipo já se mostraram um fracasso no passado, com uma grande taxa de mortalidade entre os animais mantidos em cativeiros.

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Possíveis impactos ao meio ambiente
Além dos prejuízos aos polvos, a prática pode causar problemas ambientais. Isso acontece porque os animais acabam ficando estressados em situação de confinamento, se tornando mais vulneráveis a doenças e infecções.
E como os locais de criação de polvos costumam ficar ao longo de costas, a introdução de antibióticos, pesticidas, fungicidas ou outros produtos usados para tentar melhorar a condição dos animais acabaria fluindo para o oceano, gerando contaminação de outras criaturas.

Por fim, os cientistas afirmam que os animais não são usados para combater a fome no planeta, e sim para satisfazer a necessidade de poucas pessoas em pratos caros vendidos por restaurantes chiques. “Satisfazer os mercados de luxo não justifica as ameaças substanciais que as criações de polvos representariam para o bem-estar animal e os ecossistemas marinhos”, alerta o grupo.