Eleições 2024: quais as principais ameaças aos eleitores?

Confira dados e informações importantes sobre os cuidados em relação à informação durante o período de eleições em 2024
Mulher apertando botão verde de confirma em urna eletrônica brasileira
(Imagem: Fábio Pozzebom/Agência Brasil)

Todo ano de eleição, com a ascensão das mídias sociais, tem sido intensificado os cuidados em relação à disseminação das informações. Ainda mais pelo fator de existir muita fake news produzida exatamente para atrapalhar a imagem dos candidatos. Com isso, veja a lista com dicas e informações que o Olhar Digital separou sobre quais são as principais ameaças aos eleitores.

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Da inteligência artificial ao furto de dados

Em um artigo recente publicado pela Lupa, em 2024 haverá aproximadamente 78 países com o processo de eleição de novos representantes no governo. Com isso, é preciso manter o foco em relação à desinformação e à disseminação criminosa de informações falsas, as fake news. Ainda de acordo com o estudo, neste ano ocorrerão eleições de grande repercussão em Bangladesh, Finlândia e Taiwan. No Brasil, as disputas ocorrerão em outubro para prefeito de diversos municípios, e nos EUA, as eleições presidenciais ocorrerão em novembro.

Inteligência artificial
Imagem: SomYuZu/Shutterstock

Eleições vs Fake News

Embora usem a expressão ‘fake news’ desde o final do século XIX, o termo ganhou popularidade durante as eleições americanas de 2016. As ‘fake news’, como conhecemos hoje, originaram-se na cidade de Veles, na Macedônia. Um jovem específico percebeu que poderia lucrar com a divulgação de informações falsas na internet.

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É importante saber que as fake news possuem um grande impacto nas eleições porque acabam por se espalhar de forma muito rápida e apelam para o emocional do leitor, chamando atenção com títulos sensacionalistas.

Só no Brasil, cerca de 85% dos eleitores acreditam que as fake news podem impactar nas eleições. Isso pode acontecer por conta do alto nível de participação dos brasileiros em vários grupos do WhatsApp, aumentando a possibilidade da disseminação de conteúdos duvidosos.

Com o crescimento de fake news é preciso ficar atendo quanto aos fatos se estes são mesmo verdadeiros ou não. (Imagem: Pexels)

Para se ter uma ideia da utilização das notícias falsas, elas podem ser usadas para prejudicar candidatos ou partidos políticos, divulgando desinformação e apelando diretamente para o discurso de ódio. Isso representa um risco à democracia, ao influenciar a opinião pública sobre algo e impactar diretamente no resultado das eleições. Portanto, é imprescindível verificar sempre a veracidade das notícias antes de compartilhá-las.

5 fatores de risco atuais que podem impactar as eleições de 2024

Confira uma lista com 5 fatores de risco atuais ligados ao fake news que podem impactar negativamente as eleições de 2024.

1 – Falsos especialistas e pesquisas fraudulentas

Desde setembro de 2023, os fact-checkers, ou profissionais que fazem a checagem de dados da cidade de Bangladesh, alertam o mundo todo para dois fatos importantes. O primeiro deles é o crescimento no uso de falsos especialistas, o que tem levado a um aumento na credibilidade de notícias sem fundamento. Em segundo lugar, e não menos importante, a China tem participado de maneira concisa desse processo em Bangladesh.

Imagem conceito de especialista fake criado pela Dall-E
Conceito de especialista fake criado pela Dall-E. Imagem: Layse Ventura via Dall-E 3

Para se ter uma ideia da dimensão do risco, divulgaram-se em Bangladesh mais de 700 artigos com conteúdos políticos. Esses artigos citavam uma lista com aproximadamente 35 especialistas, completamente desconhecidos ou que nunca existiram na vida real.

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Além disso, os textos apresentavam fotos e conclusões de pesquisas fictícias. Usavam esses dados como uma forma direta de elogiar a então primeira-ministra, Sheikh Hasina Wajed, e espalhar entre os habitantes de Bangladesh a sensação de que o governo era muito bom.

2 – Uso da inteligência artificial para criação de conteúdos falsos

Segundo os testadores de informações, o mundo desconhece completamente o verdadeiro potencial das IAs na criação de conteúdos falsos. No entanto, a circulação de uma imagem falsa do Papa Francisco usando um casaco branco de grife nas mídias digitais oferece uma dimensão do que se pode fazer. Por exemplo, é possível derrubar adversários apenas com a criação de imagens falsas.

Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Em abril de 2023, o Partido Republicano dos EUA recorreu ao uso de IA para criar um anúncio de televisão. Este anúncio simulava o horror que, supostamente, dominaria as ruas dos Estados Unidos se o presidente democrata Joe Biden conquistasse um segundo mandato. Este é um exemplo diretamente ligado à política.

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3 – Roubo de dados e ampliação do número de golpes e fake news

Os fact-checkers da Tailândia alertam sobre os perigos associados ao roubo de dados. Segundo eles, o criminoso visa não apenas ao aspecto financeiro, mas também à venda de informações sobre os interesses e preocupações dos eleitores em geral. Portanto, quem adquirir esse conjunto de dados poderá criar suas campanhas de maneira mais precisa, embasada e concisa.

4 – Religião e gênero serão (ainda mais) alvos de ataques

Os fact-checkers da Indonésia afirmam que o mundo precisa ficar mais alerta sobre pautas ligadas as questões de gênero e religião. Ainda destacam que vídeos como o que mostrava o candidato presidencial da Indonésia Ganjar Pranowo supostamente bebendo algo baseado em álcool publicamente e proibido no país com mais muçulmanos no mundo, pode se tornar algo frequente como forma de difamar e enfraquecer o discurso de políticos.

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Ganjar Pranowo
Conforme apurado pela agência de notícias AFP, o candidato Ganjar Pranowo estava tomando chá, e não álcool. Imagem: AFP / Reprodução

No mesmo contexto de inverdades com teor islamofóbico e/ou antissemita, especialistas indicam uma provável onda de ataques diretos ao movimento LGBTQ+. Isso demandará um esforço maior na proteção dos direitos humanos.

5 – Desinformação generalizada

Um destaque importante sobre segurança se relaciona à desinformação generalizada. Os checadores de informações precisam mapear, analisar e focar principalmente em áreas com dificuldade de acesso à informação. Isso ocorre porque lugares com menos acesso a meios de comunicação de qualidade se tornam mais suscetíveis a informações falsas.

Vale ressaltar que pequenos conflitos podem escalar para disputas de importância nacional. Segundo os checadores, é crucial não negligenciar as falsidades que podem alcançar áreas rurais e comunidades indígenas, podendo ser propagadas até em diferentes idiomas.

Lucas Gabriel Machado Henriques
Lucas Gabriel Machado Henriques

Lucas Gabriel MH é jornalista formado pela Faculdade Uniacademia. Com 7 anos de experiência é especialista na cobertura de tecnologia, cultura e cinema.

Layse Ventura
Layse Ventura

Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.

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