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Uma equipe de pesquisadores está investigando como seria o fim do Universo com base na energia escura e no princípio holográfico. Essa hipótese sugere que o cosmos pode ser um holograma, ideia que surgiu a partir de pesquisas teóricas sobre buracos negros.
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Na década de 1990, Gerard’t Hooft, doutor em física teórica da Universidade de Utrecht, na Holanda, demonstrou que a quantidade de informação em um buraco negro depende da área de sua superfície, e não de seu volume.
Complementando esse estudo, em 2016, o astrofísico Jean-Pierre Luminet publicou que a fórmula de Bekenstein-Hawking para a entropia de um buraco negro pode ser explicada por bits de informação em sua superfície. Embora a informação pareça perdida ao atravessar o horizonte de eventos, ela estaria codificada em sua superfície bidimensional, como um holograma.

Essa conclusão levou à hipótese de que o Universo tridimensional poderia ser uma projeção de uma fronteira bidimensional.
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Como a energia escura poderia levar ao fim o Universo holográfico
Para que o princípio holográfico se torne um modelo viável, ele precisa explicar as observações do Universo com maior precisão que o modelo padrão. Um dos principais desafios é entender a energia escura, que está acelerando a expansão do Universo. Essa expansão começou há cerca de seis bilhões de anos e ainda é um mistério que requer mais investigações.

Existem várias teorias sobre como a energia escura funciona. No modelo padrão, a expansão causada por essa energia levaria ao fim do Universo em um estado de morte térmica. No entanto, segundo o princípio holográfico, essa força poderia ser tão intensa que causaria o “grande rasgo”, destruindo o cosmos. No entanto, um estudo recente, disponível no servidor de pré-impressão arXiv para revisão por pares, sugere que esse cenário catastrófico pode não ser inevitável.
Segundo essa abordagem, a energia escura holográfica poderia levar a um estado de congelamento prolongado, em que a expansão do Universo se estabilizaria. Nesse modelo, o Universo poderia passar por uma fase de expansão exponencial antes de atingir esse ponto de estabilidade. Essa possibilidade desafia as previsões de um fim definitivo para o cosmos.
Apesar das ideias intrigantes, o princípio holográfico ainda enfrenta muitos obstáculos. Não há evidências diretas de que o Universo seja um holograma, e pode ser que essa teoria nunca seja comprovada. No entanto, explorar essas possibilidades é importante para ampliar nosso entendimento sobre o futuro de tudo o que existe.