Criminosos usaram IA para desviar R$ 110 milhões de contas bancárias

As investigações apontam que a quadrilha usava IA para reproduzir a imagem dos correntistas e invadir contas bancárias no Brasil
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo, editado por Bruno Capozzi 25/10/2024 11:37, atualizada em 25/01/2025 16:40

Existem diversos alertas ao redor do mundo sobre o uso de inteligência artificial por criminosos. Estas tecnologias são capazes de superar os mecanismos de segurança existentes e não tem sido nada fácil identificar algumas fraudes.

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A mais recente delas foi identificada no Brasil. A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação contra uma quadrilha que utilizava aplicativos de IA para invadir contas bancárias de diversas instituições financeiras.

IA foi usada em centenas de tentativas de invasão

  • De acordo com as investigações, os criminosos fizeram mais de 550 tentativas de invasão a contas bancárias por meio de ataques coordenados.
  • Eles utilizavam dados das pessoas, além do método deepfake.
  • Dessa forma, conseguiam reproduzir a imagem dos correntistas para validar procedimentos de abertura de contas e habilitação de novos dispositivos.
  • Segundo a polícia, o grupo movimentou cerca de R$ 110 milhões por meio de contas de pessoas físicas e jurídicas.
deepfake
Criminosos usavam métodos de deepkfake para acessar contas bancárias (Imagem: R.bussarin/Shutterstock)

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Investigações apontam lavagem de dinheiro

O esquema criminoso foi identificado graças aos procedimentos de auditoria dos setores de prevenção de fraudes dos bancos. Segundo as autoridades, isso possibilitou impedir grande parte dos ataques e invasões.

Apesar disso, os criminosos tiveram sucesso em algumas tentativas. As investigações sugerem que houve uma lavagem de dinheiro relacionada às fraudes operadas nos últimos quatro anos.

Ataque hacker via Song_ about_summer/Shutterstock
Esquema foi identificado através de sistemas de prevenção de fraudes dos bancos (Imagem: Song_ about_summer/Shutterstock)

A operação “DeGenerative AI” foi realizada por meio DRCPIM/CORF/DPE. Foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do principal responsável pelo esquema criminoso. A polícia apreendeu diversos dispositivos que contribuirão para o avanço das investigações sobre o caso.

Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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