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O Acordo de Paris é um pacto global firmado em 2015 e que propunha manter o aumento das temperaturas do planeta abaixo de 2°C até o final do século. Além disso, o compromisso estabelecia uma série de esforços para limitar esse aumento a até 1,5°C.
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De lá para cá, vários países deixaram claro que não irão conseguir cumprir a sua parte no acordo. E um deles pode ser o Brasil. Por aqui, as emissões de gases de efeito estufa não foram reduzidos nos últimos cinco anos.
Estudo avaliou cenário em 70 países
Um novo levantamento aponta que o Brasil registrou um aumento médio de 1,7% nas emissões no período de 2019 a 2023. Mesmo que sejam excluídas a parte de uso da terra e florestas, houve crescimento médio de 0,8%. Isso significa que, se mantido este ritmo, o país descumpriria sua parte para o objetivo de 2030.
O trabalho ainda destaca que o Brasil não se comprometeu com um prazo para eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis e também não prometeu parar de aprovar usinas a carvão, além de não ter uma meta de emissão líquida zero em eletricidade.

Por outro lado, o país recebeu avaliações positivas em outros pontos. Entre eles, a existência de uma meta de emissão líquida zero para 2050, a expansão de áreas de conservação nos últimos anos, o fato de o país ter convenções internacionais de direitos humanos, trabalhistas e indígenas e o compromisso com a melhora da eficiência energética.
As conclusões fazem parte de um estudo realizado pelo projeto Avaliação de Oportunidades e Riscos Climáticos Soberanos (Ascor), em parceria com a London School of Economics and Political Science (LSE), que avaliou a situação de 70 países.
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O que diz o governo brasileiro
- Procurado pelo jornal Folha de São Paulo, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que a área sob alertas de desmatamento na Amazônia caiu 50% no ano passado em comparação com 2022, o que evitou o lançamento de 250 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente na atmosfera.
- Também ressaltou que houve nova queda de 18% de janeiro a outubro em comparação com o mesmo período de 2023.
- A pasta ainda observou que o desmatamento é responsável por cerca de metade das emissões do Brasil e o compromisso do governo é zerá-lo até 2030.
- O ministério lembrou que, no ano passado, “corrigiu retrocessos na meta climática brasileira, retomando compromissos assumidos no âmbito do Acordo de Paris”.
- A nova meta climática, segundo a nota, será apresentada ainda neste ano.