Esforços globais para energia renovável estão longe do ideal

Apesar do crescimento da energia solar e eólica, os planos nacionais continuam aquém da meta, com obstáculos no armazenamento de energia
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Imagem: ocphoto/Shutterstock

Em 2023, durante as negociações climáticas da ONU em Dubai, mais de 130 países se comprometeram a triplicar a capacidade de energia renovável até 2030. No entanto, ao começar as discussões climáticas deste ano, os resultados têm sido insuficientes.

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Uma análise dos planos nacionais de energia revela que os países estão a caminho de dobrar a capacidade global de fontes renováveis, mas o aumento esperado continua longe de atingir a meta de triplicar essa capacidade.

A pesquisa da Ember, que avaliou 96 países e a União Europeia, apontou que apenas oito países atualizaram suas metas nacionais em 2023.

Embora os planos existentes já sejam suficientes para dobrar a capacidade global de energia renovável, a meta de triplicá-la exigiria um aumento substancial de 3.758 gigawatts adicionais.

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Energias renováveis como a solar e a eólica avançam em infraestrutura, mas muitos países seguem abaixo das metas estimadas – Imagem: Delpixel / Shutterstock

A boa notícia é que a indústria de energia renovável, especialmente a solar e a eólica, tem mostrado um crescimento acelerado, com as energias renováveis se tornando mais acessíveis e competitivas em relação aos combustíveis fósseis. As instalações solares, por exemplo, devem crescer 29% em 2024, seguindo um aumento de 87% em 2023.

Obstáculos para os avanços em energia renovável

  • Apesar desses avanços, ainda existem desafios, especialmente na expansão da energia eólica e no armazenamento de energia por meio de baterias, uma área que necessita de enormes investimentos.
  • Um estudo da Agência Internacional de Energia indicou que será necessário um aumento de quase 15 vezes na capacidade de armazenamento de energia até 2030.
  • Enquanto isso, as negociações climáticas internacionais continuam sendo impactadas pela postura dos EUA, cujo ex-presidente Donald Trump desafiou o Acordo de Paris e questionou os investimentos em energia limpa.
  • Isso pode beneficiar países como a China, que dominam o mercado global de energias renováveis.

Em meio a isso, os delegados da ONU se reúnem em Baku, no Azerbaijão, para discutir novas metas climáticas. No entanto, um desafio persistente é como transformar compromissos em ações concretas, especialmente com governos ainda divididos sobre a transição energética.

Metas climáticas estão no centro do debate da ONU em reunião no Azerbaijão – Imagem: Aphelleon – Shutterstock
Leandro Costa Criscuolo
Leandro Costa Criscuolo

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

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