Coca-Cola gera polêmica ao usar IA nos comerciais de Natal

As peças publicitárias deste ano foram criadas por Inteligência Artificial generativa; público se divide na internet.
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Imagem: Reprodução/YouTube

Você sabe que o Natal e o fim do ano estão chegando quando começa a ver as ruas decoradas e mais bem iluminadas. A cor vermelha fica mais presente nas lojas. Os shoppings colocam um bom velhinho no meio da praça central, onde se formam filas de crianças.

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Existem tradições natalinas que viraram quase universais. O Papai Noel, por exemplo. Um senhor que veste aquela roupa quente e gorro funciona no imaginário de quem mora no Hemisfério Norte, sobretudo nos lugares onde neva nessa época do ano.

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Mesmo sem ter neve nenhuma no Brasil e mesmo com os nossos 30 graus em dezembro, adotamos e abraçamos esse figurino (e ainda bem que os shoppings têm ar-condicionado). Aprendemos a gostar também dos comerciais de Natal da Coca-Cola, que sempre mostram ursos polares, renas e muita, mas muita neve.

Para algumas pessoas, as peças publicitárias da empresa são tão tradicionais quanto o costume de dar presentes em dezembro. A campanha deste ano, porém, vem trazendo mais reações negativas do que positivas. E o motivo para isso é a Inteligência Artificial.

Uma campanha inovadora

  • A Coca-Cola divulgou neste ano 3 comerciais que prestam homenagem a uma das campanhas de Natal mais famosas que eles já fizeram: a “Holidays Are Coming”, de 1995.
  • Você pode até ter nascido depois desse ano, mas provavelmente já viu algo parecido: a estética do anúncio virou um marco da publicidade.
  • Agora em 2024, a Coca decidiu recriar a propaganda e, para isso, usou IA generativa.
  • A empresa trabalhou com três estúdios de IA para produzir os anúncios: Secret Level, Silverside AI e Wild Card.
  • O resultado ficou assim:
  • Eu, particularmente, não vi problema nenhum nesse vídeo.
  • Muitas pessoas, no entanto, odiaram.
  • Afirmaram, nas redes sociais, que esse tipo de campanha estaria estragando o espírito natalino.
  • Alguns publicitários e artistas também criticaram a iniciativa da companhia.
  • Como mostrou o jornal The New York Times, Alex Hirsch, animador e criador da série da Disney Gravity Falls, foi um deles.
  • Em post no X (antigo Twitter), ele escreveu que o vermelho característico da marca representava o “sangue de artistas desempregados”.

O que diz a Coca-Cola sobre isso

A gigante dos refrigerantes está convicta da sua decisão. Em comunicado enviado ao Times, a empresa indicou que não vai tirar os anúncios do ar.

“A Coca-Cola Company celebra uma longa história de captura da magia dos feriados de fim de ano em conteúdo, filme, eventos e ativações de varejo há décadas em todo o mundo”, começa o texto.

“Este ano, criamos filmes por meio de uma colaboração de contadores de histórias humanos e o poder da IA ​​generativa. A Coca-Cola sempre permanecerá dedicada a criar o mais alto nível de trabalho na intersecção da criatividade humana e da tecnologia”, concluiu o comunicado.

A empresa ouviu as críticas, mas não está disposta a modificar a campanha de Natal deste ano – Imagem: Felix Geringswald/Shutterstock

E para você? Esses comerciais estragaram o espírito natalino? Pelo sim, pelo não, fato é que esse tipo de material tende a ficar cada vez mais comum daqui para frente. A IA generativa veio para ficar.

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As informações são do jornal The New York Times.

Bob Furuya
Bob Furuya

Roberto (Bob) Furuya é formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atua na área desde 2010. Passou pelas redações da Jovem Pan e da BandNews FM.

Lucas Soares
Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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