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Algumas espécies podem viver milhares de anos. Mas uma em especial chama a atenção dos cientistas. As esponjas-do-mar Monorhaphis chuni vivem nas profundezas da Antártida e podem sobreviver por mais de 11 mil anos.
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De acordo com os pesquisadores, estes animais (sim, eles não são plantas) ficam enrolados ao redor de uma grande espícula, uma espécie de espinho, e formam um cilindro contínuo. Este mecanismo é responsável por proteger os corpos deles.
Pesquisadores analisaram esqueleto do animal
- A descoberta da incrível longevidade destas criaturas ocorreu durante trabalho de análise da composição elemental e isotópica (ou seja, dos seus átomos) de uma Monorhaphis chuni gigante.
- O esqueleto desta esponja-do-mar em específico tinha mais de dois metros de comprimento.
- O espécime possuía o cilindro feito de lamelas de dióxido de silício, cujo crescimento, assim como os anéis de uma árvore, fica marcado em camadas.
- Foi assim que os pesquisadores conseguiram determinar a sua idade: 11 mil anos.
- As conclusões foram descritas em estudo publicado na revista Chemical Geology.

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Estudo revelou aumento nas temperaturas das águas
Além da idade, o esqueleto guardou informações muito importantes sobre o clima ao longo da vida do animal. Estes dados foram analisados a partir dos padrões de crescimento do cilindro de dióxido de silicone.
Sob um microscópio de elétrons, os pesquisadores identificaram quatro áreas onde as lamelas da esponja-do-mar cresceram irregularmente. Isso indica que seu crescimento ocorreu em épocas de temperatura da água crescente, como, por exemplo, durante a erupção de um vulcão submarino.

Como o espécime tinha uma idade muito avançada, a esponja-do-mar revelou dados sobre o clima do passado. Segundo os cientistas, as temperaturas saltaram rapidamente ao menos uma vez no último milênio, passando de menos de 2ºC para entre 6ºC e 10ºC graças. Este aumento de temperatura foi causado por erupções submarinas, algo desconhecido até então.