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Na Rússia, um tigre siberiano chamado Boris percorreu mais de 200 quilômetros apenas para reencontrar uma antiga paixão: Svetlaya. A tigresa foi sua parceira de criação em um projeto voltado a reintroduzir a espécie em Pri-Amur, região localizada nos arredores da fronteira entre a Rússia e a China.
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Entenda:
- Boris, um tigre siberiano criado em cativeiro, percorreu 200 quilômetros na Rússia para reencontrar sua antiga parceira, Svetlaya;
- Os dois foram criados juntos, desde filhotes, em um projeto voltado a reintroduzir a espécie em uma região próxima à fronteira entre a Rússia e a China;
- Depois de anos, os tigres foram distribuídos na natureza, mas Boris foi atrás de Svetlaya e os dois tiveram uma ninhada de filhotes;
- O projeto mostra que, com o preparo adequado, os tigres podem ser soltos novamente na natureza com sucesso.

Como descrito em um artigo no Journal of Wildlife Management, Boris e Svetlaya faziam parte de um projeto cujo objetivo era determinar as probabilidades de sobrevivência na natureza de tigres criados em cativeiro. Ainda filhotes, os dois foram criados com o mínimo de contato humano e, após certa idade, passaram a treinar suas habilidades de caça com presas vivas.
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Tigre andou 200 quilômetros na Rússia para reencontrar parceira de cativeiro
Após o treinamento, os tigres receberam colares com GPS e foram distribuídos em diferentes áreas na natureza. Porém, após ser separado da parceira, Boris percorreu 200 quilômetros para reencontrá-la e, poucos meses após a reunião, os dois tiveram uma ninhada de filhotinhos.

Em um comunicado da Wildlife Conservation Society (WCS), Dale Miquelle, autor principal do estudo, celebrou o projeto. “Este sucesso demonstra que tigres com isolamento adequado dos humanos e com a oportunidade de aprender a caçar, podem ser soltos novamente na natureza com sucesso. Mas este processo requer grande cautela e atenção aos detalhes na preparação dos filhotes para esta jornada.”
“A equipe foi escrupulosa na preparação de filhotes jovens para a vida na natureza, especialmente em garantir que eles não se habituassem aos humanos. Sua abordagem cuidadosa teve sucesso e abre caminho para mais tentativas de reintrodução – não apenas de tigres, mas também de outros grandes felinos”, destacou Luke Hunter, CEO do Programa de Grandes Felinos da WCS.