Siga o Olhar Digital no Google Discover
Um avanço importante na tecnologia de propulsão térmica nuclear (NTP) foi alcançado recentemente em uma parceria entre a General Atomics Electromagnetic Systems (GA-EMS) e a NASA. No mês passado, a empresa realizou testes bem-sucedidos de um novo combustível para reatores NTP no Centro de Voos Espaciais Marshall da agência.
Ofertas
Por: R$ 36,21
Por: R$ 24,96
Por: R$ 9,90
Por: R$ 5,86
Por: R$ 113,70
Por: R$ 6,90
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 199,00
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
A NTP utiliza a energia gerada por uma reação nuclear para aquecer um combustível, geralmente hidrogênio, que é expelido por um motor de foguete. Ao contrário dos motores químicos tradicionais, que queimam combustível para gerar empuxo, os sistemas NTP oferecem uma maior eficiência, permitindo que a nave viaje a velocidades muito maiores.

Esse tipo de tecnologia é essencial para missões espaciais de longa duração, como a ida de humanos a Marte, já que reduz significativamente o tempo de viagem, o que pode diminuir os riscos para os astronautas.
De acordo com um comunicado da GA-EMS, o objetivo dos testes foi avaliar a resistência do combustível às condições extremas do espaço, um passo crucial para viabilizar missões tripuladas à Lua e, eventualmente, ao Planeta Vermelho. A propulsão térmica nuclear é considerada uma tecnologia chave para realizar essas viagens de maneira mais rápida e eficiente.
Uso de propulsão nuclear beneficia a saúde dos exploradores de Marte
Durante os testes, a empresa expôs amostras do combustível a ciclos térmicos intensivos, aquecendo-o a temperaturas extremas, como 2.600 graus Kelvin (cerca de 2.320 graus Celsius). Essas condições simularam os desafios enfrentados pelos materiais no espaço, como o calor extremo do hidrogênio e as tensões associadas a viagens espaciais prolongadas.
Segundo Scott Forney, presidente da General Atomics, os resultados mostraram que o combustível pode suportar essas condições extremas, aproximando a propulsão térmica nuclear da realidade para missões espaciais profundas.
Além disso, foram realizados testes adicionais com diferentes materiais de proteção para avaliar como o desempenho do combustível poderia ser melhorado em condições semelhantes às de um reator nuclear.

A GA-EMS foi a primeira empresa a usar a instalação de teste ambiental de elementos de combustível compacto (CFEET) na NASA para verificar a resistência do combustível a temperaturas tão altas.
Os testes mostraram que o combustível pode operar com uma eficiência de duas a três vezes maior do que os sistemas de propulsão química atuais. Esse aumento de eficiência é fundamental para missões espaciais mais rápidas e seguras. Reduzir o tempo de viagem pode diminuir a exposição dos astronautas à radiação cósmica e tornar as missões mais sustentáveis, com menos necessidade de suprimentos.
A NASA, em parceria com a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA (DARPA), planeja realizar uma demonstração de um motor de foguete térmico nuclear em 2027, com a ambição de usar essa tecnologia em missões tripuladas a Marte.