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Pesquisadores sugerem que o Universo pode ser um “fluido escuro” que roda a cada 500 bilhões de anos. Se a hipótese estiver correta, o novo estudo pode ser a solução para o debate sobre a Tensão de Hubble.
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Há décadas, a comunidade cientifica vem tentando compreender a que taxa o cosmos está se expandindo. Ao se observar a radiação cósmica de fundo – primeira luz a viajar pelo universo que vem em direção a Terra desde 13,7 bilhões de anos atrás – o resultado é de 67,4 quilômetros por segundo por megaparsec, com 1 megaparsec sendo 3,26 milhões de anos-luz.
Por outro lado, quando os astrônomos medem a velocidade com que os astros se afastam uns dos outros no universo local, a taxa de expansão fica em 73 quilômetros por segundo por megaparsec. Esse conflito de resultados é conhecido como Tensão de Hubble.
Em um novo esforço para resolver o problema, pesquisadores trabalharam em um modelo do cosmos não-relativístico que funciona como um “fluído escuro”. A equipe sugere que, se o universo estiver rodando, então essas diferenças entre as medidas podem ser resolvidas. A ideia não viola nenhuma lei conhecida da física e pode explicar a expansão.
“Para nossa surpresa, descobrimos que nosso modelo com rotação resolve o paradoxo sem contradizer as medições astronômicas atuais. Melhor ainda, é compatível com outros modelos que pressupõem rotação. Portanto, talvez tudo realmente gire”, disse o astrônomo István Szapudi em um comunicado.

Universo em rotação traz nova perspectiva
Os pesquisadores argumentam que, se o cosmos rodar uma vez a cada 500 bilhões de anos, equipamentos da Terra teriam dificuldade de detectar o movimento. No entanto, essa taxa seria o suficiente para afetar como o espaço se expande no decorrer do universo, justificando as diferenças de medição e trazendo um novo olhar sobre o funcionamento do cosmos.
A modelagem matemática do grupo tem como base a física de Newton, não a relatividade geral de Einstein. Mesmo assim, ela encaixa com outros modelos e pode ser um ponto de partida para a comunidade científica em pesquisas futuras.

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“Esses resultados iniciais instigantes têm a ressalva de que focamos apenas na constante de Hubble. Pesquisas futuras, contrastando o modelo rotativo com toda a rede interligada de observações do modelo de concordância, a confirmação e o desenvolvimento de modelos numéricos usando simulações cosmológicas rotativas de N-corpos e a extensão para um tratamento relativístico geral, são deixadas para trabalhos futuros”, escreveu a equipe.
O próximo passo do grupo é transformar a hipótese em um modelo computacional completo, além de buscar sinais em observações e outras técnicas de detecção astronômica que comprovem essa lenta rotação cósmica.