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Nos últimos anos, a energia eólica offshore nos EUA parecia prestes a decolar. Sob o governo Biden, houve expansão dos incentivos fiscais e apoio de diversos estados para impulsionar o setor. No entanto, desde que Donald Trump voltou ao poder, o cenário mudou drasticamente.
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Uma matéria do The Verge revela como o presidente dos EUA adotou uma postura hostil contra os parques eólicos, suspendendo autorizações federais e ameaçando projetos já iniciados, o que lançou incerteza sobre o futuro da indústria.
Essa instabilidade coloca em risco investimentos de dezenas de bilhões de dólares e ameaça comprometer os planos de expansão da energia limpa.
Setor sofre impacto das políticas de Trump
- Segundo analistas da BloombergNEF e da Wood Mackenzie, os impactos políticos, econômicos e tarifários desencadeados por Trump agravaram o já desafiador ambiente da energia eólica offshore, travando o avanço de novos projetos.
- Mesmo projetos em estágio avançado, como os da Equinor, Ørsted e Dominion Energy, enfrentam riscos.
- A construção do Empire Wind, da Equinor, por exemplo, foi interrompida mesmo com todas as aprovações em dia, gerando prejuízos e levando a empresa a considerar ações legais e até o cancelamento do projeto.

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Tarifas são um entrave
Além das ordens executivas e da guerra de desinformação de Trump — como alegações infundadas sobre impactos em baleias —, tarifas sobre aço, alumínio e produtos europeus elevaram os custos dos projetos, desestimulando o setor.
Há ainda a ameaça de revogação dos créditos fiscais da Lei de Redução da Inflação (IRA), que atualmente sustentam financeiramente grande parte desses empreendimentos.
A oposição à energia eólica offshore também vem de setores como combustíveis fósseis, pesca comercial e comunidades costeiras.
Apesar disso, o potencial dos EUA continua vasto, e experiências bem-sucedidas na Europa e na China mostram que o setor pode prosperar — se tiver estabilidade política e apoio consistente.
