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Você já se perguntou como funciona uma arma de choque? Este dispositivo é cada vez mais popular, seja no uso pessoal, em ações de segurança pública ou como equipamento não letal em situações de controle de ameaças.
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Muito além do que as cenas de filmes e séries costumam mostrar, a arma de choque possui uma engenharia interessante que une eletricidade, segurança e ciência comportamental para neutralizar indivíduos de forma rápida, mas com risco controlado de letalidade.
A ideia de causar incapacitação através de descargas elétricas não é nova, mas a forma como esses equipamentos modernos funcionam ainda gera bastante curiosidade.
Agora, você vai entender os princípios elétricos, as diferenças entre os modelos, o impacto no corpo humano e as limitações desse tipo de armamento.
O que você precisa saber
O que é uma arma de choque?
Uma arma de choque é um dispositivo de autodefesa projetado para imobilizar temporariamente um indivíduo por meio de descargas elétricas.

Essas armas foram desenvolvidas como uma alternativa não letal aos armamentos convencionais, como pistolas e revólveres, sendo utilizadas principalmente por forças de segurança, vigilantes e cidadãos preocupados com sua própria proteção.
Embora o termo “arma de choque” seja amplo, ele geralmente se refere a dispositivos como o taser e os bastões de choque.
O seu funcionamento é baseado na interrupção temporária dos sinais elétricos que controlam o sistema nervoso e os músculos, levando à perda momentânea da capacidade motora do alvo.
Como funciona uma arma de choque?
A explicação sobre como funciona arma choque começa com um princípio simples: condução elétrica. O corpo humano funciona, em parte, como um sistema elétrico. O cérebro envia impulsos elétricos aos músculos para controlá-los, e uma arma de choque interfere diretamente nesse processo.
Ao ser disparada ou encostada no corpo de uma pessoa, a arma libera uma descarga elétrica de alta voltagem e baixa corrente.
Isso faz com que os sinais naturais do sistema nervoso sejam sobrepostos e “bagunçados” pelo impulso externo. O efeito é imediato: perda de controle muscular, desorientação e, muitas vezes, queda no chão.
Alta voltagem, baixa corrente: o segredo da eficácia
Uma das dúvidas mais comuns é como algo que libera eletricidade pode não ser fatal. A resposta está na combinação de alta voltagem e baixa corrente.

Armas de choque operam com voltagens que variam de 50.000 até 1 milhão de volts, o que soa alarmante. No entanto, a corrente elétrica, que é o fator mais perigoso, é extremamente baixa — geralmente abaixo de 2 miliamperes.
Para comparar, uma lâmpada doméstica comum consome correntes muito mais elevadas, na faixa de 500 a mil miliamperes, dependendo da potência.
A arma de choque, por sua vez, utiliza uma corrente segura o suficiente para causar dor e paralisar os músculos temporariamente, mas não para interromper o funcionamento do coração em uma pessoa saudável.
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As partes principais de uma arma de choque
Para entender detalhadamente como funciona arma choque, é importante conhecer seus componentes:
- Fonte de energia: normalmente uma bateria recarregável de alta capacidade.
- Circuito de alta voltagem: responsável por converter a energia da bateria em uma descarga elétrica de alta voltagem.
- Eletrodos ou dardos: conduzem a eletricidade até o alvo. Podem ser fixos (em contato direto) ou lançados por fio (como no caso do taser).
- Gatilho de disparo: o mecanismo que ativa o circuito elétrico.
- Sistema de segurança: impede disparos acidentais e protege o usuário.
Taser vs bastão de choque: qual a diferença?
Dentre os tipos de arma de choque, os dois modelos mais comuns são:
Taser
O taser é uma arma de choque de longa distância. Ele dispara dois dardos presos a fios que, ao acertarem o alvo, transmitem o pulso elétrico. Essa versão permite incapacitar uma pessoa sem contato físico direto, sendo muito usada por forças policiais.
Bastão ou aparelho de contato
Já os bastões e dispositivos manuais de choque requerem contato direto com o corpo do agressor. Ao tocar a pele, o circuito é fechado e a descarga é aplicada. Esse tipo é bastante comum para autodefesa pessoal.
O efeito da arma de choque no corpo humano
Quando alguém é atingido por uma arma de choque, o efeito é praticamente instantâneo. A corrente elétrica força os músculos a se contraírem de maneira descoordenada, bloqueando qualquer movimento voluntário.

Além disso, a dor intensa causada pela estimulação dos nervos contribui para a incapacitação momentânea. O indivíduo, ao ser atingido, normalmente:
- Sente uma dor aguda e intensa.
- Perde a capacidade de controlar os músculos.
- Pode desmaiar, cair ou ficar imóvel temporariamente.
O tempo de recuperação depende do tempo de exposição e da intensidade da descarga, mas em situações comuns a pessoa retoma os sentidos em poucos minutos.
Arma de choque pode matar?
Essa é uma pergunta que sempre surge ao se discutir como funciona arma choque. A resposta é: depende.
Em condições normais, em pessoas saudáveis, a corrente é insuficiente para causar parada cardíaca. Entretanto, existem casos registrados de óbito envolvendo armas de choque, geralmente associados a fatores preexistentes, como:
- Problemas cardíacos.
- Uso de entorpecentes.
- Exposição prolongada ao choque (além do recomendado).
O risco é considerado baixo, mas não é inexistente.
O design da arma prioriza incapacitar sem matar. A corrente é baixa o suficiente para reduzir o risco letal, ainda que em condições extremamente específicas, a descarga poderia gerar um cenário que levaria a pessoa a óbito.
Depende. Tecidos finos não impedem o efeito, mas roupas grossas ou isolantes podem reduzir significativamente a eficácia.
Em situações normais, os efeitos são temporários, limitando-se à dor e incapacidade muscular momentânea. Marcas ou lesões podem ocorrer caso haja contato prolongado ou queda violenta.