O overclock é um procedimento que pode elevar a taxa de atualização, medida em Hertz (Hz), do monitor do PC e, assim, fazer com que as imagens sejam atualizadas mais vezes por segundo do que o padrão de fábrica do equipamento, gerando fluidez e uma experiência visual suave.
Essa é uma tática que continua sendo utilizada por alguns usuários, como os gamers, que desejam ter um desempenho de tela melhor durante os jogos. Entretanto, existem muitas dúvidas em relação a essa prática. Por esse motivo, o Olhar Digital trouxe alguns detalhes importantes e 3 mitos relacionados ao overclock no monitor do PC.
O que você arrisca quando faz overclock no monitor do PC?
O overclock seria a alteração da taxa de atualização do monitor para uma quantidade maior do que a estabelecida em fábrica.
Captura de tela mostra o local onde fica a taxa de atualização no PC Imagem: Reprodução/Matheus Chaves – Olhar Digital
Essa prática pode ser realizada pelos usuários por meio de algum software, como o CRU (“Custom Resolution Utility”), que pode ser baixado no computador. Entretanto, é fundamental que antes disso você saiba dos riscos envolvidos nessa prática.
Antes de realizar o overclock no monitor do seu PC, é importante saber que esse componente não possui proteções contra os efeitos causados por taxas de atualização acima do limite estabelecido de fábrica.
Sendo assim, ao realizar o overclock, você arrisca que o monitor possa sofrer com as seguintes consequências:
Desgaste acelerado por conta do calor excessivo na máquina;
Redução da capacidade de resposta caso ocorra uma sobrecarga no escalar do componente;
Defeitos visuais para sempre;
Burn-in (pode ocorrer em telas de LCD e OLED, as quais ficam com manchas permanentes);
Perda da garantia do monitor.
3 mitos sobre o overclock nos monitores
Como visto neste conteúdo, há uma série de riscos em relação a realizar o overclock nos monitores. Somado a isso, há alguns mitos relacionados à prática e que podem até induzir você a realizá-la em seu PC. Confira abaixo!
3 – Antes de sofrer com danos permanentes em seu monitor, você recebe avisos
Ao ler este tópico você pode pensar que então vale a pena tentar fazer o overclock, já que, conforme o enunciado, seria possível observar o componente e ver se ele realmente vai apresentar pequenos problemas antes de sofrer danos permanentes.
Ilustração de tela do PC com problema – Imagem: Andrey_Popov/Shutterstock
Algumas pessoas dizem que ao elevar a taxa de atualização, provavelmente começarão a aparecer problemas visuais, como distorções de cor que, se observadas a tempo, teoricamente poderiam ser corrigidas. Porém, é um mito, já que as falhas visuais acontecem depois que o problema foi gerado, não antes dele. Assim, danificam o componente para sempre.
2 – Aumentar a taxa de atualização de forma gradual é uma maneira segura de realizar o overclock
Pessoa jogando no PC com uma alta taxa de atualização – Crédito editorial: Lukmanazis / Shutterstock.com
Neste mito, as pessoas afirmam que se a taxa de atualização for aumentada de forma gradual, você consegue realizar o processo com mais segurança.
Porém, na verdade, mesmo dessa maneira é possível gerar danos ao monitor, principalmente se for um equipamento mais barato, com uma taxa de atualização pequena.
1 – Todos os monitores sofrem os danos da mesma maneira
(Montagem: Olhar Digital)
Outro mito é afirmar que os monitores, independente do modelo, ano de fabricação e outros aspectos, vão sofrer danos de forma igual. É como já mencionado anteriormente, monitores que possuem menor preço e vêm com taxas de atualizações menores já de fábrica, além de serem antigos, tendem a apresentar os problemas mais rapidamente do que aparelhos modernos.
Porém, cada equipamento é único e terá a sua maneira de apresentar os danos que podem ser causados pelo overclock.
Layse Ventura é jornalista (Uerj), mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento (Ufsc) e pós-graduada em BI (Conquer). Acumula quase 20 anos de experiência como repórter, copywriter e SEO.