Alimentos integrais realmente são mais saudáveis?

Os alimentos integrais são mais saudáveis, principalmente por manterem a estrutura original do grão e preservarem fibras e nutrientes
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Crédito: CC0 Domínio público (Pxhere/reprodução)

É provável que, ao pensar em uma alimentação mais saudável, os alimentos integrais tenham sido um dos primeiros a surgir na sua mente para compor a sua dieta. Mas será que eles realmente são tão benéficos assim? 

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Descubra agora o que a ciência diz sobre os alimentos integrais e seus impactos na sua saúde!

O que são alimentos integrais e como são feitos?

Estrutura do grão do milho: endosperma, pericarpo (farelo) e germen / Crédito: Agroceres Multimix (reprodução/reprodução)

Alimentos integrais são aqueles produzidos a partir de grãos que mantêm todas as suas partes originais: farelo, gérmen e endosperma. Ao contrário dos alimentos refinados, os integrais passam por um processamento mínimo, o que garante a preservação dos nutrientes naturais.

O farelo é a camada externa do grão, rica em fibras, antioxidantes e minerais como ferro, zinco, cobre e magnésio. Já o gérmen, considerado o embrião do cereal, concentra vitaminas do complexo B e E, antioxidantes e gorduras boas. Por fim, o endosperma funciona como reserva de energia, sendo composto por carboidratos, proteínas e pequenas quantidades de vitaminas.

Para obter farinhas integrais, há dois processos principais: moer o grão integral diretamente ou separá-lo em partes, processá-las individualmente e depois reuni-las novamente. Em ambos os casos, o objetivo é manter a integridade nutricional do grão.

Pão integral. / Crédito: CC0 Domínio público (Pxhere/reprodução)

Produtos como pães, bolos e biscoitos só podem ser considerados integrais se usarem farinha de trigo integral. No entanto, nem sempre essa farinha está em grande proporção na receita. Por isso, é essencial observar os rótulos e priorizar alimentos cuja farinha integral aparece entre os primeiros ingredientes da lista – isso porque os ingredientes são listados por ordem de maior quantidade no produto.

Por que alimentos integrais são mais saudáveis que os refinados?

O principal diferencial está na quantidade de fibras e nutrientes. Os alimentos refinados passam por um processo que remove o farelo e o gérmen, concentrando-se apenas no endosperma. Isso reduz significativamente o teor de fibras, vitaminas e minerais.

As fibras presentes nos alimentos integrais promovem o bom funcionamento do intestino, ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue e aumentam a sensação de saciedade, o que contribui para o controle do peso. Além disso, auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL), prevenindo doenças cardiovasculares.

Para acompanhar os níveis de colesterol, é importante realizar um exame de sangue que analisa os níveis de gorduras no organismo/ Imagem: Nemes Laszlo/Shutterstock

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Como uma alimentação saudável age no corpo?

Incluir alimentos integrais em uma dieta equilibrada melhora a saúde digestiva e metabólica. As fibras insolúveis presentes nesses alimentos aceleram o trânsito intestinal, enquanto as solúveis, como a betaglucana da aveia, ajudam no controle da glicemia e do colesterol. A absorção mais lenta dos carboidratos evita picos de açúcar no sangue, beneficiando especialmente pessoas com diabetes tipo 2.

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Além disso, os cereais integrais são ricos em antioxidantes, que combatem os radicais livres e reduzem o risco de inflamações crônicas. Quando aliados a frutas, legumes, proteínas magras e gorduras boas, os alimentos integrais fazem parte de um estilo de vida mais saudável e protetor.

Mulher mede nível de açúcar no sangue com monitor contínuo e aplicativo de celular
Uma das formas de acompanhar o nível de açúcar no sangue é pelos monitores contínuos conectados a aplicativos de celular. Imagem: Andrey_Popov / Shutterstock

Principais exemplos de alimentos integrais

Entre os mais conhecidos, estão o arroz integral, a aveia, o trigo integral, a quinoa, o centeio e a cevada. Também vale destacar o amaranto, o milho integral, o sorgo, o fonio, o teff e o trigo sarraceno. Esses cereais, quando consumidos em sua forma integral, fornecem fibras, vitaminas do complexo B, ferro, magnésio, fósforo e outros micronutrientes essenciais.

Há ainda derivados, como as farinhas integrais de trigo, milho e aveia, além de produtos como o bulgur (trigo pré-cozido e seco), o cuscuz de grãos integrais e até mesmo o alpiste, usado em algumas preparações específicas.

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Novas regras da Anvisa para produtos integrais

Em abril de 2023, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) atualizou as regras de rotulagem para produtos integrais. Agora, para que um alimento seja oficialmente rotulado como “integral”, ele deve conter pelo menos 30% de ingredientes integrais – e essa quantidade precisa ser maior que a de ingredientes refinados.

Alimentos ricos em fibras para uma dieta saudável com vegetais frescos, frutas, grãos integrais e espigas de trigo. / Crédito: Marilyn Barbone (Shutterstock/reprodução)

A medida tem como objetivo combater rótulos enganosos, especialmente em produtos como pães, bolos e biscoitos, que muitas vezes se diziam integrais, mas continham pouca ou nenhuma farinha integral. A nova norma também exige que a porcentagem de cereais integrais esteja claramente informada na embalagem.

Vale lembrar que a legislação não se aplica a cereais in natura, como arroz integral, aveia ou trigo integral. Esses, por si só, já são 100% integrais. Produtos ultraprocessados com adição de aromatizantes, corantes e emulsificantes, mesmo contendo alguma porção de grãos integrais, não podem alegar serem “100% integrais”.

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As informações presentes neste texto têm caráter informativo e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Consulte um médico ou especialista para avaliar o seu caso.

Kelvin Leão Nunes da Costa
Kelvin Leão Nunes da Costa

Jornalista formado pela Anhembi Morumbi, ama futebol e cinema. Cursou engenharia antes de descobrir sua paixão pelo jornalismo. Atualmente é analista de conteúdo e colaborador no Olhar Digital.

Layse Ventura
Layse Ventura

Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.

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