Siga o Olhar Digital no Google Discover
Um vírus de smartphones Android sofisticado foi descoberto recentemente pela empresa de cibersegurança Zimperium zLabs, que o detalhou.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 200,29
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 155,44
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
O malware foi chamado de GodFather (“padrinho”, em português), título original do famoso filme “O Poderoso Chefão“, estrelado por Marlon Brando e dirigido por Francis Ford Coppola. Esse vírus atua, em especial, contra apps financeiros, visando adquirir informações das contas bancárias para acessá-las.

Como o novo vírus de smartphones Android te ataca
- A forma como o GodFather ataca usuários é bem complexa. Vírus deste tipo usam telas falsas de login ou técnicas para extração de credenciais;
- No caso do novo vírus, ele fica escondido em APKs (executáveis do Android, similar aos arquivos .exe do Windows) que são instalados fora das lojas de aplicativos oficiais, como a Google Play Store;
- Quando o usuário instala o app malicioso, ele permite ao GodFather que baixe seus demais pacotes que o permitem atuar, além de estabelecer conexão on-line entre o dispositivo e o servidor dos criminosos;
- Ao mesmo tempo, ele pede que o usuário lhe conceda várias permissões de acessibilidade, que, normalmente, são recursos úteis e inofensivos. Mas, no caso do GodFather, a ideia é obter acesso a privilégios, como leitura de conteúdos da tela e dos textos digitados no teclado virtual.
Leia mais:
- Como deixar seu celular Android mais seguro
- 8 dicas práticas e simples para melhorar a sua segurança online
- Maior vazamento da história? Bilhões de senhas do Google, Apple e Meta teriam sido roubadas

Para conseguir tudo isso, algo importante para o malware é o processo de virtualização, pois o vírus cria uma cópia dos dados bancários da vítima em uma máquina virtual e, quando o usuário tenta abrir o app do banco, o malware abre o clone criado virtualmente.
Nessa virtualização, o app roda com a mesma interface do original e até dá acesso a todos os itens disponíveis. Só que, nesse clone, quando ele está rodando, os criminosos conseguem ver e coletar tudo o que é selecionado e digitado, como tokens, senhas e logins.
Até mesmo o código de desbloqueio ou padrão de desbloqueio da tela do smartphone é passível de roubo, pois os bandidos colocam uma tela falsa sobreposta à original, de modo a obter acesso mais amplo ao celular.
Mas caso a criação de um clone do app não funcione, o malware tem outro truque na manga: o clássico método de sobreposição de página de login, de modo a pegar mesmo quem acha que se livrou da técnica avançada.

Quem tem sido alvo?
Até o momento, este ataque é bem direcionado, envolvendo algumas instituições financeiras da Turquia, mas já foram identificados mais de 480 apps vulneráveis ao GodFather, como os de bancos, fintechs e corretoras de criptomoedas.
Apesar de estar direcionado, com o eventual sucesso do golpe, é possível que ele seja explorado em mais países e, até, comercializado com mais cibercriminosos, podendo até criar variantes dele.
Por isso, fica o alerta: evite instalar apps fora da Play Store e fique de olho nas permissões dadas aos aplicativos, mesmo se eles tenham sido baixados e instalados oficialmente.