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Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a China deu um novo passo na exploração espacial ao lançar a sonda Tianwen-2, sua primeira missão para coletar amostras de um asteroide. Concluída essa etapa, a espaçonave segue viagem, com o objetivo de investigar de perto um cometa. Ainda no início dessa longa aventura pelo Sistema Solar, ela fez imagens da Terra e da Lua.
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Divulgadas pela Agência Espacial Nacional Chinesa (CNSA) na quarta-feira (2), as imagens foram capturadas em 30 de maio pelo Sensor de Navegação de Campo de Visão Estreito da Tianwen-2 durante um teste de funcionalidade.

Esse instrumento foi projetado para detectar e observar objetos nas proximidades da sonda e fornecerá imagens visuais de luz dos dois alvos da missão: o asteroide 469219 Kamoʻoalewa e o cometa 311P/PANSTARRS.
Segundo a CNSA, quando as capturas foram feitas (pouco mais de 24 horas após o lançamento da missão), a sonda estava a quase 590 mil km da Terra. Agora, viajando há mais de 33 dias, ela já avançou mais de 12 milhões de km.

China já investigou outro asteroide, sem coletar amostras
A sonda Tianwen-2 foi lançada para estudar o asteroide 469219 Kamoʻoalewa, que fica a cerca de 16 milhões de quilômetros daqui. A nave deve chegar até ele em julho de 2026 e entregar amostras para a Terra em novembro de 2027.
Finalizada essa etapa, a missão vai continuar. Usando a força gravitacional do nosso planeta, a espaçonave será redirecionada para o cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, onde investigará o cometa 311P/PANSTARRS ao longo de cerca de seis anos.
Tianwen-2 não será a primeira experiência chinesa com asteroides. Em 2012, a sonda Chang’e 2 sobrevoou o asteroide Toutatis após mapear a Lua. O país também já realizou missões de coleta de amostras: a Chang’e 5 trouxe material do lado visível da Lua, em 2020, e a Chang’e 6 coletou amostras inéditas do lado oculto do satélite, em 2024.

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Asteroide a ser investigado pode ser um pedaço da Lua
Esta é a segunda missão planetária da China. A primeira chegou a Marte em 2020 com o orbitador Tianwen-1 e o rover Zhurong, que estão em operação até hoje. O país já planeja a Tianwen-3, que vai tentar trazer amostras do solo marciano em 2028, e a Tianwen-4, prevista para 2030, com destino às luas de Júpiter – com um sobrevoo de Urano incluso.
Com a missão Tianwen-2, a China pode se tornar o terceiro país a trazer amostras de asteroides para a Terra, depois do Japão, com as missões Hayabusa, e dos EUA, com a OSIRIS-REx.
Descoberto em 2016, o asteroide Kamoʻoalewa tem entre 40 e 100 metros de diâmetro. Ele é considerado um “quase-satélite” da Terra, porque segue uma trajetória próxima ao nosso planeta. Segundo a NASA, há suspeitas de que ele seja um fragmento da própria Lua.