Genética brasileira pode revelar caminhos para envelhecimento saudável; entenda

Pesquisa da USP analisa células de idosos que superaram a Covid-19 para entender os segredos da longevidade
idoso
Imagem: Africa Studio/Shutterstock

Em entrevista à Genomic Press, o pós-doutorando Dr. Mateus Vidigal de Castro, da Universidade de São Paulo (USP), compartilhou os avanços de sua pesquisa sobre longevidade celular.

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Atuando sob orientação da geneticista Mayana Zatz, ele investiga as células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs, na sigla em inglês) derivadas de centenários brasileiros — com foco especial em indivíduos que se recuperaram da Covid-19, considerados modelos de resiliência biológica.

Ilustração digital de células-tronco
Dr. Mateus de Castro, da USP, utiliza células-tronco para desvendar os mecanismos do envelhecimento saudável (Imagem: Colin Behrens/Pixabay)

Pandemia impactou na pesquisa

  • Durante a pandemia, o projeto precisou ser reestruturado: com o distanciamento social impedindo a coleta de sangue em domicílio, a equipe direcionou sua atenção aos centenários que venceram a infecção viral;
  • A análise dessas células permite comparar suas características moleculares às de indivíduos mais jovens que tiveram quadros graves da doença;
  • A pesquisa também contribui para o entendimento do envelhecimento saudável ao estudar o comportamento celular de pessoas com longevidade excepcional;
  • Os cientistas observam as diferenças entre o envelhecimento acelerado, como em síndromes progeroides, e o envelhecimento lento, como o dos supercentenários, buscando identificar mecanismos celulares e genéticos associados à durabilidade funcional do organismo.

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Senhora de idade vestindo trajes coloridos e óculos escuros, fazendo uma pose mais jovial à frente de um fundo alaranjado. A ideia da imagem é passar longevidade e juventude mesmo em idades avançadas
Pesquisa da USP destaca importância de incluir populações diversas nos estudos sobre longevidade (Imagem: oneinchpunch/Shutterstock)

Genética brasileira valorizada

Dr. de Castro destaca ainda a importância da diversidade genética brasileira para o campo, ressaltando que estudar populações fora dos centros tradicionais pode revelar variantes genéticas únicas ligadas à longevidade.

Ele também enfatiza os princípios éticos que norteiam seu trabalho, guiado pela colaboração científica e influenciado pelos valores pessoais e familiares.

O estudo levanta questões fundamentais: que vias celulares conferem resiliência? Como fatores genéticos e ambientais interagem para promover uma vida longa e saudável? As descobertas podem, no futuro, abrir caminhos para estratégias preventivas e terapias contra doenças relacionadas à idade.

Ao integrar ciência de ponta com diversidade populacional, a pesquisa do cientista brasileiro representa uma contribuição promissora para o entendimento do envelhecimento humano.

células tronco
Cientista da USP analisa perfis celulares raros em busca de pistas para o bom envelhecimento (Imagem: anusorn nakdee/iStock)
Leandro Costa Criscuolo
Leandro Costa Criscuolo

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

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