Ao usar o ChatGPT como terapeuta, você abre mão de algo importante

CEO da OpenAI diz que, ao contrário de médicos e terapeutas, a IA ainda não oferece proteção legal para o que os usuários relatam
chatgpt
Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

Usuários que recorrem ao ChatGPT para suporte emocional ou questões pessoais devem ter cautela, segundo o CEO da OpenAI, Sam Altman.

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Em entrevista ao podcast This Past Weekend, de Theo Von, Altman destacou que, diferente de conversas com médicos ou terapeutas, não existe proteção legal de confidencialidade nas interações com a IA.

“Pessoas compartilham detalhes profundamente pessoais com o ChatGPT, especialmente os jovens, tratando-o como terapeuta ou conselheiro”, disse Altman. No entanto, ele alertou que, ao contrário do sigilo médico ou jurídico, a IA não oferece garantias legais de privacidade, o que pode expor essas conversas em processos judiciais.

sam altman
Sam Altman alerta: não há privacidade garantida em conversas com o ChatGPT – Imagem: jamesonwu1972 / Shutterstock

Leia mais:

Polêmica sobre uso de dados

  • O CEO também comentou sobre os desafios legais que envolvem o armazenamento e a solicitação de dados de usuários.
  • A OpenAI, por exemplo, está contestando uma ordem judicial no processo com o New York Times que exigiria o acesso a chats de milhões de usuários, exceto os do ChatGPT Enterprise.
  • A empresa considera essa exigência um “exagero” que ameaça decisões internas sobre proteção de dados.
Logos de OpenAI e ChatGPT lado a lado
Ainda não há proteção legal para dados pessoais compartilhados com o ChatGPT – Imagem: Fabio Principe/Shutterstock

Altman defendeu a criação de um arcabouço jurídico para garantir aos usuários de IA o mesmo nível de confidencialidade já presente em outras profissões. “Faz sentido querer clareza jurídica sobre privacidade antes de usar a ferramenta com frequência”, afirmou.

Altman teme “crise de fraude” da IA

O CEO da OpenAI também afirmou recentemente que podemos estar à beira de uma “crise de fraude” por conta da forma como a inteligência artificial (IA) é capaz de “maquiar” a identidade de criminosos digitais. Leia mais sobre isso aqui.

Ao fundo, Sam Altman; à frente, logo da OpenAI na tela de um smartphone
Sam Altman defende criação de novas leis para proteger conversas pessoais com chatbots como o ChatGPT – Imagem: QubixStudio/Shutterstock
Leandro Costa Criscuolo
Leandro Costa Criscuolo

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

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