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Na última quarta-feira (29), a 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais da Bahia condenou a Amazon ao pagamento de indenização por danos morais a um consumidor pela inserção de anúncios no serviço Prime Video sem seu consentimento. A decisão foi publicada no Diário da Justiça do Estado na quinta (30).
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O cliente alegou que, desde abril de 2025, começou a ver propagandas antes e durante filmes e séries, mesmo tendo assinado o serviço como livre de anúncios. Ele diz que não autorizou nenhuma mudança no contrato e que a alteração representava uma modificação unilateral das condições originalmente contratadas.
Em sua defesa, a Amazon disse que os usuários poderiam migrar para um plano “sem anúncios” mediante pagamento adicional de R$ 10 e que todos foram notificados sobre a mudança. No entanto, especialistas observam que, enquanto a empresa “migrou” todos os assinantes para um plano com propaganda, quase todas as concorrentes mantiveram as condições dos planos existentes e apenas lançaram novas opções mais baratas para quem aceitasse assistir a anúncios.

Amazon não comprova consentimento de cliente
No entendimento da juíza Ivana Carvalho Silva Fernandes, a Amazon não conseguiu comprovar que o cliente havia consentido com a inclusão de anúncios. Segundo a decisão, inserir propagandas em um serviço previamente contratado como livre de publicidade constitui falha na prestação do serviço e viola o direito à informação, protegido pelo Código de Defesa do Consumidor.
Com isso, segundo o Uol, a empresa foi condenada a pagar R$ 2 mil por danos morais ao assinante, um terço dos R$ 6 mil inicialmente solicitados. A magistrada destacou que a quantia tem caráter pedagógico, para prevenir práticas semelhantes com outros consumidores. A decisão ainda é de primeira instância, cabendo recurso.

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Empresa é acusada de prática de “venda casada”
Em outubro de 2024, a Amazon anunciou que começaria a exibir anúncios no Prime Video em diversos países, incluindo o Brasil. A mudança entrou em vigor em abril de 2025 e gerou críticas de assinantes, que acusaram a empresa de “venda casada”.
Especialistas em direito do consumidor afirmam que a decisão reforça a importância da transparência. Serviços pagos não podem ser alterados unilateralmente, e mudanças essenciais exigem comunicação clara e consentimento do usuário, conforme entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O caso reforça a vigilância sobre práticas de streaming e os impactos de mudanças em planos pagos, além de alertar outras plataformas quanto aos riscos legais envolvidos.
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