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Duas semanas após um juiz derrubar uma ordem executiva do presidente Donald Trump que bloqueava o avanço da energia eólica offshore, a Casa Branca voltou a suspender contratos de arrendamento de cinco grandes projetos na costa leste dos Estados Unidos.
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Desta vez, o argumento central envolve riscos à segurança nacional, especialmente possíveis interferências em sistemas de radar.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (22), o secretário do Interior, Doug Burgum, afirmou que a decisão busca lidar com “riscos emergentes à segurança nacional”, citando a rápida evolução de tecnologias adversárias e vulnerabilidades associadas a grandes parques eólicos offshore próximos a centros populacionais.

Projetos estratégicos em pausa
- Entre os empreendimentos afetados estão o Revolution Wind, em Connecticut e Rhode Island; o Coastal Virginia Offshore Wind; o Vineyard Wind, em Massachusetts; e os projetos Empire Wind e Sunrise Wind, em Nova York.
- Juntos, eles somam quase 6 gigawatts de capacidade instalada — volume relevante para uma região que concentra grande crescimento de data centers.
- O Departamento do Interior afirmou basear a decisão em relatórios governamentais não classificados, além de documentos classificados recentemente concluídos pelo Pentágono, embora não tenha especificado as agências responsáveis nem divulgado os estudos.
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Um problema antigo, soluções em curso
A interferência de turbinas eólicas em radares é um tema conhecido há mais de uma década.
Um relatório do Departamento de Energia, publicado em fevereiro de 2024, reconhece que nenhuma tecnologia elimina totalmente o problema, mas destaca que técnicas de mitigação e cooperação entre governo e indústria permitiram tanto a operação segura de radares quanto a expansão da energia eólica.
Segundo especialistas, o movimento das pás gera assinaturas Doppler complexas que podem confundir sistemas de radar.
Ainda assim, algoritmos avançados de processamento adaptativo já conseguem filtrar boa parte dessas interferências. Além disso, o planejamento da localização dos parques — evitando a linha direta de visão com radares — segue sendo uma das estratégias mais eficazes.
A nova suspensão, portanto, reacende o debate entre segurança nacional e transição energética nos Estados Unidos.
