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Além de smart TVs ultrafinas e protótipos de robôs, gadgets de saúde com inteligência artificial (IA) chamaram atenção na CES 2026. Balanças “inteligentes”, rastreadores hormonais e acessórios vestíveis prometem monitorar desde fertilidade e hormônios até saúde cardíaca e sintomas de menopausa, por exemplo. Mas especialistas questionam a precisão desses aparelhos.
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Médicos e pesquisadores alertam que sistemas de IA podem errar, reproduzir vieses e “alucinar” respostas, segundo a Associated Press. E daí? O perigo é que essa tecnologia pode oferecer informações incorretas com cara de certeza científica.
O que está em jogo quando você usa gadgets e ferramentas de IA voltadas para a saúde
A lei de sigilo médico dos Estados Unidos (HIPAA), por exemplo, não protege informações coletadas por aparelhos como os gadgets mostrados na CES 2026. Isso abre espaço para uso dos dados no treinamento de IA ou venda deles para terceiros. Questões desse tipo podem aparecer apenas nas letras miúdas dos termos de uso dos aparelhos.

A FDA, espécie de Anvisa dos EUA, anunciou na CES que vai flexibilizar regras para produtos de “bem-estar de baixo risco”. O movimento está alinhado à política do governo Trump de “remover barreiras para inovação em IA”. E isso aumenta o alerta entre especialistas.
Empresas defendem seus produtos, claro. Segundo elas, seus aparelhos preenchem lacunas do sistema de saúde, especialmente em áreas com escassez de médicos. Além disso, afirmam proteger os dados dos usuários.

Enquanto isso, chatbots médicos com IA se consolidam cada vez mais como “segunda opinião”, ao invés de substitutos de médicos. Ferramentas como o 0xmd e o recém-lançado ChatGPT Health, por exemplo, prometem explicar exames e sintomas. Mas especialistas reforçam que esses recursos são auxiliares.
Também existe um foco crescente em saúde feminina, área historicamente subfinanciada. Gadgets voltados para fertilidade, perimenopausa e menopausa ganham espaço, explorando um vácuo de pesquisa clínica sobre o corpo feminino.
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O ponto é o seguinte: gadgets e plataformas de IA voltados para saúde podem ajudar a formular perguntas e ampliar o acesso à informação, mas não devem ser tratados como autoridades médicas. São ferramentas, não oráculos.